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Após licença, Joaquim Bezerra volta ao cargo do Santa e terá conselho de ex-presidentes

Rodrigo Baltar/Santa Cruz

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O Santa Cruz terá um novo organograma na sua gestão administrativa. Em entrevista coletiva convocada para a tarde desta sexta-feira, o presidente do clube, Joaquim Bezerra, retornando de licença, anunciou a formação de um novo conselho colegiado que vai conduzir a gestão estratégica do clube e contará com a presença de ex-presidentes corais, como Antônio Luiz Neto, Romerito Jatobá, João Caixero, Alexandre Mirinda e Rodolfo Aguiar.

Os motivos para isso foram explicados pelo presidente. “O clube, a partir de agora, não vai ser gerido por Joaquim Bezerra e a sua diretoria, apenas, mas por um conselho gestor de ex-presidentes que conhecem o clube a fundo, que já passaram, cada um à sua época, por experiências positivas, negativas, e que esse aprendizado, essa estrada percorrida vai fazer com que a gente possa vir a ter sucesso novamente”.

Antônio, inclusive, esteve ao lado de Joaquim nessa coletiva. Apesar dos dois estarem presentes em grupos políticos opostos no último pleito do clube, Joaquim adotou um tom conciliador e foi bastante elogioso ao colega. “Quando eu fui perguntado sobre o Antônio Luiz Neto, eu disse na hora, pode marcar. Até porque nós tivemos, em 2011, uma gestão exitosa. O Santa Cruz conseguiu sair da Série D, pagava em dia aos funcionários e jogadores, foi bicampeão pernambucano”.

Chance de renúncia?

Quando da convocação para a coletiva, houve especulação sobre o futuro da gestão, mas, segundo Joaquim, nunca existiu a possibilidade de sua renúncia.

“Eu jamais seria irresponsável de largar o Santa Cruz. Nós temos uma torcida enorme, funcionários, jogadores, investidores, patrocinadores, toda uma comunidade que vive no Santa Cruz. Então, você não pode simplesmente largar o clube e dizer ‘estou indo embora’. Como fica tudo isso? O melhor caminho é entender onde estavam os erros e, a partir daí, buscar pessoas que possam contribuir para a correção dessa rota, desses erros”.

Os erros e as perspectivas de melhora

Em meio a essa mudança, Joaquim reconheceu que o primeiro ano de sua gestão teve falhas. Segundo ele, a reorganização da gestão do clube busca justamente trazer pessoas que possam ajudar a corrigir essas falhas.

“Se eu não tivesse consciência de que existiam coisas erradas, que nós precisávamos de apoio de mais braços, mentes para pensar o clube, eu teria que ser retirado à força da presidência do Santa Cruz. Porque a grande questão que a gente precisa entender é que, quando se está gerindo um patrimônio desse tamanho (torcida, marca, imóveis), nós temos que ter a consciência de que precisamos estar repensando todas as atitudes e atos o tempo inteiro”.

Essa, porém, não é a primeira vez que a direção do Santa Cruz passa por uma reestruturação em seu mandato. Até mesmo a presença de ex-presidentes já havia acontecido dentro do departamento de futebol, com nomes como Mirinda e Zé Neves. Questionado sobre porque a torcida deveria acreditar que dessa vez será apresentada uma melhoria real, Joaquim foi vago.

“Se nós não pensarmos positivamente e não olharmos para frente, nada vai prosperar. Então, trazer pessoas que têm experiência nas suas áreas, experiência com o Santa Cruz, o DNA do Santa Cruz, eu acho que é o caminho mais rápido para que você consiga ter sucesso”, afirmou, seguindo na visão otimista do futuro do clube.

“Nós vamos trabalhar para isso. Não se tem melhoras se não for pelo trabalho. É um trabalho com honestidade, transparência, dedicação. Tudo isso a serviço do Santa Cruz, com certeza, a gente vai conseguir conquistas. Ninguém pode garantir que o time só vai ganhar, o tempo inteiro, mas o que a gente está fazendo é trabalhar para que essa mudança seja positiva”.

O novo organograma do Santa Cruz

Segundo Joaquim, esse novo grupo vai trabalhar diretamente com a gestão estratégica do clube. A parte administrativa, por sua vez, segue sob comando do CEO Abdias Venceslau, que assumiu o posto no mês passado.

“A estrutura administrativa do Santa vai continuar funcionando como está. O Abdias permanece na função de CEO e esse conselho que se forma é para a gestão estratégica do clube. Obviamente que vamos ter aí o encorpamento de alguns diretores em algumas áreas, como a Patrimonial”, afirmou, antes de ressaltar a importância do trabalho do CEO.

“São pessoas que sabem gerir a estratégia do clube, e é isso que a gente precisa. A área administrativa continua formada, com Abdias tocando o clube administrativamente, porque esses 30 dias que ele esteve à frente, mostrou, externou a capacidade dele de que o clube pode funcionar efetivamente com um diretor executivo tocando o seu cotidiano”.

Joaquim ainda ressaltou outro ponto na construção desse novo órgão gestor, garantindo que não será um conselho consultivo informal.

“Não é nada informal, é formal, efetivamente. Vamos ter reuniões, atas, pessoas secretariando esse conselho, porque a gente precisa realmente dar um formato profissional a tudo isso. Então, a gente não está aqui fazendo uma coisa de faz de conta, até porque Antônio Luiz Neto não se proporia a isso, eu não me submeteria a isso, nem os nossos ex-presidentes”.

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