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Guto Ferreira vê fator psicológico na virada sofrida pelo Bahia contra o Atlético-MG

Felipe Oliveira/EC Bahia

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O Bahia sofreu uma dura derrota nesta quinta-feira. Depois de abrir 2 a 0 sobre o Atlético-MG, o Esquadrão sofreu uma virada em apenas cinco minutos e viu o time de Cuca, Hulk e Keno fazer a festa do título brasileiro dentro da Fonte Nova. Na visão do treinador tricolor, Guto Ferreira, o apagão do time, que permitiu a virada, foi fruto do fato psicológico, que pesou sobre os baianos.

Segundo o técnico do Bahia, a derrota não pode ser creditada a um sistema defensivo falho ou a uma falta de concentração do time que estava em campo. “Vejo mais como o lado emocional agindo. Essa situação de ter uma equipe altamente qualificada contra, te pressionando. Uma hora, o emocional pesa. Eu vejo mais disso que de concentração. Até porque os dois gols foram do Keno vindo por dentro, fora da área, com a visão encoberta para o Danilo (Fernandes)”.

Guto também afirmou que a reação atleticana foi tão rápida, que o Bahia não teve tempo de fazer as alterações necessárias para garantir o triunfo.

“Nós fizemos aos 21′ o 2 a 0 e acabamos tendo um pênalti aos 27′. Não deu nem tempo a gente se estruturar, porque logo depois que a gente faz o segundo gol, ele (Cuca) faz a mudança, bota o (Eduardo) Sasha e o Nathan (…) Não deu tempo de fazer nada. E o segundo e o terceiro também vieram logo em sequência. Nós tomamos a virada em cinco minutos. Não conseguimos estabilizar o jogo”, afirmou, antes de reforçar que o time não fez um jogo ruim.

“Se o jogo tivesse terminado aos 25, teria sido uma partida de gala do Bahia”, afirmou Guto. A partir disso, ele reitera a forma como o pênalti alterou o estado do time. “Nossa equipe estava muito bem até ali, tanto que eles puxam uma jogada, a gente desarma e acaba perdendo a bola na saída, quando sai o pênalti. De certa forma, o pênalti mexeu com o nível de confiança da equipe. É aquela coisa de tomar um gol e ficar com medo de tomar o segundo”.

Tabela

Essa derrota deixa o Tricolor em uma situação bem mais delicada no campeonato. Ainda assim, Guto garantiu que o elenco irá se entregar até o fim e seguir confiante para garantir a permanência no Brasileirão.

“Seguir firme e forte, confiando. E nós vamos nos doar, vamos entregar até a última gota de suor e sangue. Vamos nos entregar como a gente vem fazendo, nos entregando muito. O conseguir vai ser resultado de tudo isso que a gente vem fazendo, vem trabalhando. A gente nunca disse que seria fácil. Cada vez está distante, mas o impossível é só depois que já aconteceu. Ainda tem seis pontos a serem disputados. E é possível. Então nós vamos até o final”.

Indo além, ele lembrou que o clube precisa jogar para ganhar nas duas rodadas que lhe restam. “Se o campeonato acabasse hoje, o Bahia estava rebaixado. O Bahia não tem mais nada para perder. Os dois jogos quem faltam, o Bahia tem que jogar para ganhar. É seguir firme e forte. É o tipo daquela coisa: os fracos se entregam, jogam a toalha. Os fortes seguem no barco até o fim, buscando salvar e se salvar. E é isso que vamos fazer”.

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