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Cadu Santoro rebate ideia de “dinheiro infinito” no Bahia e expõe números: “Estamos performando acima da receita”

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Por Pedro Maranhão

Por Pedro Maranhão

Postado dia 12 de setembro de 2026

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Dirigente compara poder financeiro do Bahia com rivais da Série A e valoriza regularidade da equipe no Brasileiro

No dia seguinte ao encerramento da última janela de transferências da temporada, o diretor de futebol Cadu Santoro concedeu entrevista coletiva e fez um balanço do momento vivido pelo Bahia. O dirigente colocou os números financeiros do clube em perspectiva e defendeu que o desempenho esportivo está acima da capacidade de investimento atual.

Ao abordar o processo iniciado com a chegada do Grupo City, em 2023, Santoro relembrou que o primeiro objetivo era garantir a permanência na Série A. A partir da temporada seguinte, segundo ele, o Bahia adotou uma postura mais agressiva no mercado para elevar o nível do elenco.

“Quando nós chegamos aqui em 2023, que a gente chamava de ano zero do projeto, era um ano de manutenção de Série A. A gente sempre falou isso de uma forma muito clara. Depois fizemos da forma que foi, não como esperado, mas alcançamos o objetivo. Depois a gente faz uma janela em 2024 bastante agressiva, do ponto de vista de mudar realmente, de trazer atletas que precisávamos para dar esse salto”, afirmou.

“Infelizmente, se comunica algumas vezes que o dinheiro é infinito, que a gente vai chegar aqui e vai sair contratando independentemente do custo para poder atingir o objetivo no curtíssimo prazo. Hoje, o Bahia possui a 14ª receita da Série A. Hoje, o Bahia possui a 12ª folha da Série A. Isso eu estou usando com base nos números de 2025”, explicou.

Na avaliação do diretor, a comparação ganha ainda mais relevância diante da regularidade apresentada pelo Bahia no Campeonato Brasileiro. Santoro destacou a longa sequência da equipe entre os oito primeiros colocados para defender que o clube tem conseguido entregar resultados acima da posição que ocupa no cenário financeiro da competição.

“Temos a 14ª receita, temos a 12ª folha e estamos há 59 rodadas no G-8. Então, isso eu acho que mostra que estamos performando acima da receita do clube, estamos performando acima da folha do clube. Isso eu acho que é importante e relevante falar”, ressaltou.

Lautaro López - Bahia

Foto: divulgação/Bahia

Apesar do avanço, o dirigente reconheceu que ainda existe uma distância considerável para o Bahia alcançar de forma consistente o grupo de equipes que disputa as primeiras posições da Série A. Para Santoro, diminuir essa diferença passa necessariamente pelo aumento das receitas do clube.

“Existe um salto grande para que a gente possa estar numa outra fase da competição, digamos assim, num outro grupo do campeonato, que é hoje quem briga ali no primeiro, segundo lugar de forma regular. E, para que a gente possa chegar ali, a gente precisa continuar crescendo o clube em relação à receita”, avaliou.

“Isso também acontece porque o grupo vem investindo bastante. Senão, seguramente a gente estaria para baixo na tabela. E aí mostra que existem, apesar de algumas críticas, acertos nas contratações dos atletas para poderem performar nesse nível e muito trabalho de uma comissão técnica muito competente, que muitas vezes foi questionada também em momentos de oscilação”, disse.

Para o próximo passo do projeto, Santoro apontou dois caminhos considerados fundamentais: ampliar as receitas e gerar recursos por meio da negociação de jogadores. O dirigente ressaltou que, desde o início da gestão do Grupo City, o montante investido na aquisição de atletas ainda é superior ao dinheiro arrecadado com vendas.

“Muitas vezes se fala: ‘O Grupo City veio para cá para ganhar dinheiro’. A diferença ainda é muito grande e vai ser grande. Só que, naturalmente, esse número, com o passar dos anos, vai se equilibrar. Para que você possa continuar investindo muito, você precisa também gerar receitas de vendas”, explicou.

Ao concluir a análise, o diretor reforçou que o Bahia conseguiu estabelecer um novo patamar competitivo nos últimos anos, mas condicionou um avanço ainda maior ao crescimento estrutural e financeiro do clube: “Acho que tudo isso é importante para estabelecer onde estamos hoje, onde competimos de forma regular há três anos. E, para que a gente possa dar um salto, o clube precisa crescer de uma maneira geral em receitas”, finalizou.

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