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Após jogar recuado, Ramirez diz que prefere atuar mais perto do gol

Felipe Oliveira/EC Bahia

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Contratado por empréstimo no início de novembro, junto ao Atlético Nacional, o meia-atacante colombiano Juan Pablo Ramírez, de 23 anos, vem conseguindo ser um dos poucos jogadores a se destacar no Bahia. Em sete partidas pelo Tricolor, seis delas como titular, já marcou dois gols, ambos pelo Campeonato Brasileiro, além de contar com uma assistência, também na Série A. 

No entanto, na última partida, a segunda sob o comando do técnico Dado Cavalcanti, o jogador foi deslocado para atuar um pouco mais longe da área, em comparação a outros jogos. Questionado nessa terça-feira, em entrevista coletiva, sobre qual posição se sente melhor em campo, o colombiano inicialmente afirmou estar habituado a fazer as duas funções. Porém, deixou claro sua preferência.

“Trato de fazer as duas posições. Faço o que o técnico me pede, mas pessoalmente gosto de estar mais perto da área, criando situações de gols. Me sinto mais tranquilo estando mais perto do gol adversário”, afirmou Ramirez, que também se mostrou surpreso com o seu bom início no Bahia.

“Não esperava que seria tão rápido o titular. Cheguei e rápido coloquei na cabeça de fazer as coisas boas para ajudar o clube. Graças a Deus estou bem e espero continuar ajudando. Agora é seguir ajudando o clube e subir na tabela”, completou.

Com apenas um ponto somado nas últimas oito partidas do Campeonato Brasileiro, o Bahia despencou para a zona do rebaixamento, na 17ª posição, com 29 pontos, três a menos que Fortaleza (16º), Vasco (15º) e Sport (14º). Para Ramirez, está faltando um pouco de “sorte” à equipe.

“Estamos fazendo muitas coisas boas durante as partidas, bons momentos, mas acho que falta um pouco de sorte também para que a bola entre. Temos que seguir acreditando no que estamos trabalhando, nas ideias do professor e esperar que na próxima partida se inicie a sequência de triunfos”, disse. “Vamos ter uma semana inteira para preparar para o jogo do Athletico-PR (dia 20). Esperamos corrigir os detalhes das partidas contra Grêmio e Atlético-GO, olhar os erros, corrigir durante a semana, trabalhar forte para chegar bem nesse jogo”, concluiu.

Caso Gérson

Nesses pouco mais de dois meses no Bahia, Ramirez também se viu envolvido em uma acusação de racismo, feita pelo volante Gérson, ao fim da partida contra o Flamengo, no Maracanã. O jogador do rubro-negro carioca afirmou que, durante uma discussão, Ramirez teria se dirigido a ele e dito “Cala boca, negro”. A acusação é negada pelo colombiano, que não quis voltar ao assunto nesta terça-feira.

“Não penso mais nesse tema. Estou bem tranquilo e quero jogar como antes. Vim ao Brasil para jogar futebol e ser reconhecido pelo que eu faço dentro de campo, não pelo que se fala por aí”, resumiu.

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