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Ceará perde chances, mas segura Bolívar-BOL e empata em La Paz pela ‘Sula’

Com time reserva, Vozão suportou altitude e ainda errou pênalti com Jael

Foto: Conmebol

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O Ceará conseguiu suportar a altitude de 3.600 metros no estádio Hernando Siles, em La Paz, e teve chances de vencer, mas perdeu pênalti e parou na trave aos 45 do segundo tempo, e ficou no 0 a 0 com o Bolívar-BOL, na noite desta quarta-feira. No duelo, válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, o Vozão também contou com boa atuação do goleiro João Ricardo.

E agora?

Com o resultado, o Alvinegro segue líder do grupo C, com cinco pontos. Na sequência, o Ceará enfrenta o Arsenal de Sarandí-ARG, daqui a uma semana, no Castelão.

O jogo – Ceará começa bem

O Vozão começou o duelo bem postado, conseguindo resistir à tentativa de pressão dos mandantes e mantendo a posse de bola, mesmo com um time desentrosado – de olho na final da Copa do Nordeste, neste sábado, Guto Ferreira mandou a campo um time todo alternativo.

As primeiras chances, inclusive, foram do Alvinegro, apostando sobretudo em ligações diretas para Jael, que fez bem o papel de pivô. Na primeira, após lançamento de João, o centroavante deu uma raspada na bola entre a defesa boliviana e deixou Jorginho cara a cara, mas o meia, em boa oportunidade, chutou em cima de Ruben.

Organizado em campo, o Vozão continuou bem e voltou a chegar acionando Jael. Em cruzamento da intermediária de Buiú, o centroavante ajeitou para Jorginho na grande área, mas o meia perdeu a passada e não conseguiu dominar – ficaria em boas condições de finalizar.

Ceará aparenta desgaste e bolivianos chegam

Por volta dos 25 minutos, o rendimento Alvinegro caiu, aparentando sentir o desgaste – natural – da dura altitude. Desta forma, perdeu a capacidade de reter a bola e foi dando espaços ao Bolívar, ainda que não tenha permitido infiltrações.

Assim, os bolivianos passaram a chegar em cruzamento e chutes de fora da área, porém, João Ricardo esteve muito bem, seguro e fez três intervenções em chute de Saavedra.

Inclusive, até quando nada pôde fazer, o goleiro cearense contou com a sorte. Aos 37 minutos, Sadiku subiu sozinho e cabeceou bem, mas parou na trave do Vozão. Neste intervalo de superioridade do Bolívar-BOL, o Alvinegro não demonstrou forças para reagir e voltar a assustar – exceto por um chute de muito longe de Marlon, defendido em dois tempos por Ruben.

Segundo tempo volta com Ceará inferior

Na etapa complementar, os bolivianos impuseram um ritmo forte – o que não havia conseguido fazer em nenhum momento do jogo – e pressionaram o Ceará, que não conseguiu reter a bola. Assim, o Vozão, sofrendo investidas e sem reagir, passou perigo em dois lances: primeiro, aos sete, Saavedra entra em boas condições, mas é travado por Klaus na hora do cruzamento. Pouco depois, foi a vez de Sadiku dar bom chute da meia-lua, mas João Ricardo apareceu bem mais uma vez e defendeu.

Vozão consegue escapada e tem pênalti, mas desperdiça

O Alvinegro parecia inferior, sem conseguir ficar com a bola e cedendo alguns espaços ao Bolívar,-BOL, mas aos 12 minutos conseguiu grande chance no jogo. Em contra-ataque puxado por Buiú pelo lado direito, praticamente na primeira vez do segundo tempo que passou do meio de campo, o lateral deu bom passe rasteiro que deixaria Rick em boas condições de marcar, mas o atacante foi atropelado por Bejarano. Pênalti bem assinalado. Na bola, Jael foi para a cobrança e isolou, em chute bizarro.

Apesar da oportunidade perdida, o que poderia significar um baque, o Vozão passou a chegar – aproveitando os espaços cedidos pelo Bolívar-BOL, que se mandou para frente. Logo depois, Jael arriscou de fora e a bola passou perto. Aos 20, foi a vez de Jorginho arrancar em velocidade pela esquerda, ter boas condições de chutar ou cruzar – Jael e Rick fechavam na área -, mas o meia finalizou fraco, em cima da marcação.

Ceará mexe, perde força, mas segura pressão do Bolívar

Assim como ocorreu na metade final do primeiro tempo, o Vozão aparentou cansaço a partir dos 25 minutos e perdeu força, o que fez Guto Ferreira mexer, mas não mudou o cenário de inferioridade, sem voltar a assustar na frente. Atrás, porém, em grande atuação de Charles e Marlon, que preencheram o meio, além de Klaus, cirúrgico na intervenções, o Alvinegro se segurou bem e contou com um atento João Ricardo.

Chance inesperada no fim

Aos 46 minutos do segundo tempo, o goleiro Ruben, sozinho, saiu da área e se enrolou na lateral-esquerdo da defesa, onde acabou desarmado por Cléber, que finalizou com pouco ângulo, mas a bola bateu caprichosamente na trave. Não era, mesmo, dia para o Ceará vencer. Mas o ponto, pelas circunstâncias, não foi ruim.

Ficha

Bolívar-BOL

Ruben; Diego Bejarano, Alberto Guitián, Jairo Quinteros, Roberto Fernández; Gabriel Villamil, Alex Granell, Bruno Miranda, Saavedra; Cesar Menacho e Armando Sadiku. Técnico: Natxo González

Ceará

João Ricardo; Buiú (Marthã), Klaus, Jordan, Kelvyn; Charles, Marlon, Fernando Sobral (Alessandro), Jorginho; Yony González (Rick [Clébe]) e Jael (Índio). Técnico: Guto Ferreira

Cartões amarelos: Villamil, Granell (BOL); Jorginho e João Ricardo (CEA)

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