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Após empate, Hélio minimiza chances perdidas e enaltece Náutico

Confira os principais trechos da entrevista do técnico após a ida da final contra o Sport

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Depois do empate em 1 a 1 contra o Sport, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano, o técnico Hélio dos Anjos tratou de minimizar as oportunidades perdidas pelo Náutico, o que ocorreu ao menos três vezes durante o clássico, conforme avaliou. Pelo contrário.

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O treinador fez questão de enaltecer os jogadores, que tiveram ‘ótima’ atuação na tarde deste domingo na Arena de Pernambuco. Hélio dos Anjos, inclusive, ainda lembrou o outro confronto entre as equipes no ano, vitória por 3 a 0 do Sport, que criou uma visão distorcida do Náutico, segundo indicou.

“Nós soubemos jogar muito bem, criamos inúmeras chances. Mas não vou lamentar isso. Tenho que enaltecer meu grupo. Tenho certeza que a semana toda passou-se falando muito da superioridade do Sport em termos de elenco, estrutura, de tudo. Porque aquele 3 a 0 deu às pessoas que fazem futebol, que não vivem o clube internamente, deu a impressão que o Náutico é cobra morta em relação ao Sport. E não é assim”, iniciou.

“O Náutico é grande e temos que ser grandes para fazer pelo Náutico. Fizemos um ótimo jogo, poderia ter sido um jogo excepcional se tivéssemos feito pelo menos três gols nas chances que tivemos limpas para definir”, acrescentou o técnico.

Agora, Náutico e Sport voltam a se enfrentar no próximo domingo, novamente às 16h, mas no estádio dos Aflitos. Quem vencer, fica com o troféu do Campeonato Pernambucano.

Confira outros trechos da entrevista coletiva 

Análise do jogo 

“Eu vi o adversário tendo uma chance no primeiro tempo e matou com a gente. O jogo do primeiro tempo se transformou num jogo onde a gente impôs aquilo que sempre impomos. Uma marcação alta lá na frente. Durante a semana vi muita gente falando que tínhamos que jogar praticamente como jogou Salgueiro porque eu tinha que sair para frente e o time deles poderia matar com a gente como foi no outro jogo, mas só que o modelo de time não se mexe em todos os sentidos. E continuamos fazendo. Fizemos a marcação alta, dificultamos a saída de bola deles e eles jogaram bolas de ligação direta. E nós dentro do campo deles, criando chances. E numa bobeira nossa, numa saída de bola, encaixotados, poderíamos ter jogado a bola para frente que o jogo terminaria ali, acabamos tomando o ogl. E voltamos para o segundo tempo, nos primeiros minutos, muito bem, de novo. Eles esboçaram uma pequena reação marcando nossa saída de bola, mas conseguimos crescer no jogo. Empatamos. Diminuímos um pouco, achei que eles ganharam um pouco de campo depois do nosso gol, mas continuamos sendo um time muito competitivo, forte. E aí as chances foram aparecendo. Não vou lamentar os gols que deixamos de fazer não. Eu vou enaltecer uma coisa que, para mim, é primordial e decisiva em decisões. Eu prefiro guardar comigo as palavras que eu guardei para eles nas decisões. E o Náutico mostrou que pode até não ganhar o campeonato, mas ninguém vai passar por cima do Náutico. Criou-se uma expectativa muito grande de uma superioridade tamanha do Sport baseada no primeiro jogo que tivemos na Ilha. E eu acho que hoje mostramos para nós mesmos que temos condições de ganhar o campeonato, mesmo sabendo que o adversário tem uma qualidade de definição muito grande e temos que ter cuidado com isso”.

O Náutico deixou escapar uma oportunidade de construir uma boa vantagem para os Aflitos? 

“Fomos (superiores), mas isso não quer dizer nada para o próximo jogo. Não quer dizer que vamos ter vantagem, que somos superiores ao Sport. Mas no jogo de hoje fomos. Não transformamos isso no resultado, em gols. Mas não vou lamentar. Tenho que enaltecer a conduta do meu grupo, taticamente, tecnicamente e psicologicamente. Enfrentamos um grande clube e time. É um time de primeira divisão. Meu time tem jogadores de primeira divisão, mas no momento estamos na segunda. E muitas vezes isso, antes do jogo, parece que somos menores. E baseado na última partida contra o Sport, que não estava valendo muita coisa, mas valia a rivalidade, se transformou numa condição de uma superioridade muito grande do Sport em relação ao nosso time. Temos condições de sermos iguais a ele, de vencer, assim como eles. Mas temos 90 minutos agora onde vai ser realmente o último jogo das nossas vidas. Porque é assim que se vê, é assim que se constrói o título numa partida final”.

A postura do Náutico foi o diferencial neste domingo? A personalidade?

“Acho que um time com 26 jogos ainda está em construção. Estamos sempre buscando a autoafirmação. E eu sempre falo: decisão se ganha de várias formas. Daqui a pouco todo mundo fala que foi um jogo feio, mas fulano foi campeão. Mas o regulamento coloca decisão, jogo único muitas vezes, como contra o Santa Cruz, mata-mata, como contra o Sport. Então temos que ter, sim, algo a mais. O diferencial para um time que tem um modelo de jogo adquirido com pouquíssimas partidas, que são 26, é muito pouco. Temos que ter um diferencial na hora necessária. E decisão não se ganha só na parte técnica, tática, ganha no envolvimento. Não vou falar publicamente as palavras que usamos durante a semana e fomos muito agressivos nessas palavras, tanto no vídeo de ontem, quanto na palestra de hoje. Acho que o meu grupo tem um espírito de treinador. Meu grupo não gosta de perder. Não somos os melhores do mundo, não somos melhores que ninguém. Mas ninguém vai nos atropelar sendo melhor que a gente infinitamente”.

Ouça o raio x da partida a partir do minuto 06:

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