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Leonardo Martinez, candidato à presidência do Bahia. Leonardo Martinez, candidato à presidência do Bahia.

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Leonardo Martinez vê boa relação com o Grupo City como ‘trunfo’ na disputa pela presidência do Bahia: “Não é momento de arriscar”

Felipe Oliveira/ECB

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Candidato da chapa 100% Bahêa teve conversa exclusiva com o NE45

Aos 40 anos, Leonardo Martinez deicidiu dar um novo passo dentro do Bahia: quer ser presidente do clube. Líder do Conselho Deliberativo desde 2020 e um dos principais nomes da negociação junto ao Grupo City, o advogado enxerga a possibilidade de aliar o sonho pessoal ao propósito coletivo de seguir ajudando o clube de coração.

Leonardo encabeça a chapa 100% Bahêa, que tem como vice a também advogada Fernanda Tude. A chapa, aliás, caso eleita, representará a primeira vez de uma mulher em um cargo do Executivo tricolor. A dupla tem a concorrência de outras quatro candidaturas. O pleito, marcado para o próximo dia 2 de dezembro, define novo mandatário para o triênio 2024/2026.

Leonardo Martinez, candidato do Bahia. Crédito: Felipe Oliveira/ECB

Em conversa exclusiva com o NE45, Leonardo destacou o trabalho realizado no Conselho, detalhou o processo de formação da SAF visto de perto, defendeu propostas inclusivas junto ao torcedor e mais. Veja abaixo.

Confira entrevista com Leonardo Martinez, candidato do Bahia

NE45: Sua relação com o Bahia se estende de várias formas. Como torcedor, em uma maneira mais pessoal. Seu pai foi jogador. Depois, já mais velho, você entra na área política do clube. O que foi determinante para decidir estar lá dentro?

Sou torcedor de arquibancada, raiz, mesmo. Desde pequeno correndo atrás do Bahia, nos melhores e piores momentos. Entrei na parte política do clube me tornando conselheiro. Depois, fui eleito presidente do Conselho Deliberativo. O meu trabalho foi muito bem avaliado. Fui o presidente que conduziu a expulsão de Marcelo Guimarães Filho.

Fui, também, o presidente que liderou o processo da SAF. Além de diversas outras decisões importantes, como por exemplo os pedidos de impeachment contra Guilherme Bellintani e Victor Ferraz. Foram participações importantes na vida do clube. Também acumulo experiência como gestor, por exemplo.

A minha candidata à vice (Fernanda Tude), também. São mais de 15 anos de experiência e com um resultado positivo nesse setor. Sou advogado de formação. Com a nova realidade do Bahia, após a cisão do departamento, penso que posso contribuir muito com a minha experiência profissional. O meu conhecimento de clube. Sou apaixonado pelo Bahia e quero ajudar.

NE45: O Bahia vive em 2023 um ano de adaptação a um grande projeto. A chegada do Grupo City já trouxe grandes impactos, sobretudo financeiros, com o investimento que foi feito. Enquanto presidente do Conselho, como você acompanhou essa negociação?

Fui um dos principais atores da celebração do negócio com o grupo City. Foi a tramitação do Conselho Deliberativo que garantiu a possibilidade de realização desse contrato. Muito por conta das exigências legais e estatutárias. Então, primeiro nós tivemos que adaptar o nosso estatuto, depois nós realizamos as audiências públicas.

Em seguida, houve a convocação da assembleia geral. Aí, sim, para aprovar. Isso demandou muito trabalho, o que pede, também, de muita capacidade de articulação com os diferentes grupos políticos do Bahia. Além da organização. A proposta do Grupo City solicitou a entrega de um calendário, que tive que fazer. Tive que ter um equilíbrio.

Mas também teve transparência. Pude garantir que todos os conselheiros tivessem acesso ao contrato na íntegra e que os sócios soubesse do máximo de informações. Então, foi necessária uma articulação na interlocução desse contato com o Grupo. Tudo para termos uma decisão segura e que não fosse questionada posteriormente.

NE45: Essa aproximação com o processo da SAF é um diferencial na corrida eleitoral?

Não tenho dúvida. Sabem da minha isenção, que quero ajudar e que de forma alguma irei retroceder na defesa dos direitos do Bahia e dos seus sócios. Mas ele (o Grupo City) também sabe que sou um presidente que quer contribuir para o projeto, pensando no bem do clube e do Bahia SAF. Não tenho nenhum outro interesse a não ser ajudar e fazer esse projeto dar certo.

Por ter 90% das cotas em relação ao futebol, o Grupo tem direito ao controle das ações. Mas nós, com 10%, também temos influência. Temos um controle de direitos previstos no contrato. Com uma boa interlocução, podemos garantir a preserveção de direitos importantes do clube.

O grupo City certamente irá apoiar a associação em temas que são do seu controle. E isso fatalmente não vai acontecer se na presidência tiver alguém que não tenha um alinhamento de ideias ou uma boa relação.

NE45: Essa é uma das eleições mais importantes da história do Bahia. É a primeira depois do clube se tornar SAF. Há uma empolgação natural por parte do torcedor. Você enxerga que esse momento pede um cuidado ainda maior com a comunicação?

Não só por uma qualidade na comunicação, mas também uma forma de gerar engajamento. Queremos ampliar o quadro de sócios do Bahia. Hoje, o sócio não tem informações muito claras. Isso ficou muito evidenciado em relação ao processo eleitoral, que muitas pessoas pessoas não sabiam se eram sócias da associação ou da SAF.

NE45: O seu plano de gestão coloca a identidade do Bahia como o ‘coração do clube’. Durante o processo da SAF, antes mesmo do fechamento, muito se falou sobre preservar a tradição. Qual o tamanho dessa missão de manter viva a relação entre torcida, clube e a Bahia?

Participei ativamente das negociações do contrato e afirmei que, enquanto presidente do Conselho, o processo não contaria com meu apoio se a tradição, a alma e a cultura do Esporte Clube Bahia não estivessem asseguradas. Se fosse para mudar tudo, que começasse um clube de futebol do zero. O Grupo City tem dinheiro para isso. Poderia pegar esse mesmo bilhão.

Se fosse para mudar cores, tudo isso, era melhor que fizesse dessa forma. Como eles estavam querendo adquirir o futebol do Bahia, não era razoável não garantir a nossa cultura, a nossa a nossa força. São coisas inegociáveis para mim e continua sendo.

NE45: O plano da 100% Bahêa destaca a ampliação do alcance territorial do Bahia. O clube conta com Embaixadas por todo o mundo. Qual a importância desses núcleos na sua gestão?

Existe uma expressão todos gostam de repetir, mas ela infelizmente não é efetivada. É ‘o Bahia é o mundo’. Ela não funciona na prática. Eu, enquanto Presidente do Conselho Deliberativo, briguei muito para conseguir garantias de reuniões híbdrigas, porque antes da minha gestão, o conselheiro precisava estar de forma presencial. Não poderia estar fora de Salvador.

O custo para a realização de reuniões híbridas é realmente é muito alto, mas eu não abri mão. É justo com o sócio que, além de pagar a mensalidade, possa participar ativamente da vida do Bahia. Vote para presidente, para o Conselho, que participe de assembleias. A regulamentação das reuniões foi muito importante. Quando tive a caneta na mão, eu fiz.

NE45: No final das contas, o presidente é a figura que o sócio deposita confiança na hora do voto. Nesse contexto da SAF, da chegada de um grupo de fora, como você enxerga essa essa relação com o torcedor?

Precisamos ter confiança no presidente. É preciso saber que ali se de um torcedor de coração do Bahia. Uma figura que não está ocupando aquela posição por nenhum outro interesse que não seja ajudar o clube. Um tricolor nato. Precisamos garantir que seja uma pessoa responsável, que já tenha sido testada e aprovada na atividade que desenvolveu.

Modestamente, foi o que aconteceu comigo no Conselho Deliberativo. O Bahia precisa de uma pessoa que tenha equilíbrio, boa relação, mas que não abra mão da independência e da fiscalização. São características que eu, de fato, reúno. O torcedor precisa lembrar que não é momento de arriscar.

NE45: Falando em legado, qual o Bahia que você vislumbra no futuro?

Vejo o Bahia ideal das quatro linhas e fora das quatro linhas. Um Bahia crescendo na associação e mostrando força no futebol. Espero conseguir, enquanto presidente, se for essa a vontade do torcedor, realizar o meu trabalho com a mesma eficiência que consegui realizar à frente do Conselho e da AMA (Associação Amigos dos Autistas).

A gente vai conseguir realizar o sonho da nossa sede própria. Nossa sede de convivência. Pretendo realizar o sonho e no final do meu mandato nós temos esportes olímpicos na associação em grau em alto de competitividade. Junto a isso, um quando associativo forte e pulsante.

Considerações finais

Peço que o sócio avalie o currículo de cada candidato, cada plano de gestão. Vale lembrar que pela primeira vez na história nós teríamos uma mulher na vice-presidência da diretoria executiva do Esporte Clube Bahia. Fernanda tem alta capacidade, é advogada, empreendedora, conselheira do clube em 15 anos de experiência em associações. Essa dupla promete entregar muito amor, muita força e muita qualidade.

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