Delegado detalhou próximos passos da operação
Na manhã desta quarta-feira (4), a Polícia Civil de Pernambuco detalhou as prisões do presidente e vice-presidente da torcida uniformizada do Sport, responsáveis, de acordo com o corporação, por articular o ataque ao ônibus da delegação do Fortaleza, no último dia 22 de fevereiro, após jogo realizado na Arena de Pernambuco.
“Faltava identificar quem estava comandando o ataque, que, supostamente, seria direcionado para o ônibus com a torcida do Fortaleza. Agora, podemos fechar o quebra-cabeça porque identificamos os mandantes, as pessoas que executaram, quem jogou pedra e as bombas”, revelou o delegado da Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva, Raul Carvalho.
Os dois presos foram detidos de forma temporária por 30 dias. Ainda de acordo com a Polícia, um deles, o vice, já tinha antecedentes criminais também por eventos ligados a confrontos com organizadas. No histórico, constam tentativa de homicídio e lesão corporal grave.

Ataque ao ônibus do Fortaleza: prisões e foragidos
Até o momento, seis pessoas foram presas. Dessas, ao menos cinco foram identificados como reincidentes em crimes ligados à organizadas. As prisões foram divulgadas nos últimos dias 15 e de 19 de março, e 3 de abril, apreensões mais recentes.
Ainda restam três foragidos. De acordo com o delegado, um deles é o que conduzia o ônibus que transportava os materiais utilizados para o ataque. O segundo executou os arremessos de pedras e bombas, enquanto o terceiro foi responsável por organizar o ato.
A polícia afirmou que a organização criminosa alvo da operação é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio, provocação de tumulto e dano. A apuração começou logo após o ataque ao ônibus do Fortaleza.
Relembre o ataque ao ônibus do Fortaleza

Após o empate em 1 x 1 de Sport e Fortaleza, pelo Nordestão, membros de uma uniformizada ligada ao Rubro-negro realizaram um atentado contra o ônibus que conduzia a delegação do time cearense, que havia deixado a Arena de Pernambuco.
Bombas caseiras e pedras foram atirados contra o veículo, que passava pela BR-232 ferindo jogadores com os estilhaços dos vidros estourados das janelas. Ferido mais grave, o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar teve um traumatismo cranioencefálico.
Outros nomes como os zagueiros Titi e Brítez, o volante Lucas Sasha e o lateral-direito Dudu também se feriram com estilhaços de vidro. No caso de Titi, ele teve estilhaços presos na panturrilha, num ferimento mais profundo.
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