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‘Protegidos’ e ‘desculpinha esfarrapada’: Guto detona arbitragem após novos erros contra Bahia

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

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O Bahia tem todos os motivos para estar tão indignado com a arbitragem no futebol brasileiro. Mais uma vez o Tricolor de Aço foi prejudicado no Campeonato Brasileiro. A terceira partida consecutiva. Dois pênaltis escandalosos não marcados contra Juventude e São Paulo, e um pênalti mal marcado a favor do Flamengo, onde a bola não acerta o braço do zagueiro Germán Conti. Erro que, mais uma vez, mudou os rumos do jogo e mexeu com os nervos dos jogadores do Bahia. Não só deles, também do técnico Guto Ferreira.

O comandante esbravejou durante toda a partida, cobrando por ser prejudicado pelo terceiro jogo consecutivo. Na entrevista coletiva, mais uma vez, o treinador indagou o porquê do árbitro ir de encontro à orientação do VAR, onde a imagem deixa explícito o equívoco cometido pela decisão em campo. Guto detonou o que o juiz fez contra o Bahia, disse que os árbitros “são protegidos” e que a comissão de arbitragem precisa deixar de “desculpinha esfarrapada” e tomar atitudes reais para que esses erros não voltem a acontecer.

“Queremos sempre pensar o melhor dos profissionais que estão trabalhando ali. A gente sempre defendeu a entrada do VAR para moralizar o futebol, para melhorar a qualidade da alta competitividade que existe. Mas que estão desvirtuando tudo que existe. Porque você errar um lance com a bola andando é uma situação. Agora você errar com o vídeo e interpretar como você quer? Está ali para você ver, e insiste em dizer que não? O problema é que contra o Bahia não foi só uma vez. Nos últimos três jogos aconteceram isso. O VAR chamou, mostrou que não foi, e eles foram contra o VAR”, disse indignado o técnico do Bahia.

“Depois que a direção do Bahia busca junto à comissão de arbitragem, eles chegam desculpinha esfarrapada que não resolve nada, os pontos já foram. Até quando? Quem se ferra depois são os profissionais envolvidos. Depois, quem não consegue ter um trabalho desenvolvido somos nós da comissão, os jogadores. Até quando isso? E muitas vezes o cara erra e é promovido. Promovido a apitar a final da Série D, apitar grandes jogos de Série A e Série B, e eles não têm que dar satisfação, não têm que ir ao microfone. São protegidos. Vai lá dizer o que é. No mundo inteiro, nos outros esportes, o cara tem que pegar, olhar o vídeo e dizer o que ele está interpretando, no futebol não. Nós precisamos de lisura”, pontuou.

Confira outros trechos da coletiva do técnico do Bahia

Escalar time reserva como protesto contra erros

Essa situação de colocar time reserva é assumir a condição de descenso. Esse que é o problema. Você não pode fazer nenhum tipo de protesto técnico, infelizmente. Porque o prejudicado é, mais uma vez, o Bahia. E o Bahia briga por cada ponto. O tipo de protesto que podemos fazer é esse tipo aqui. É contar com vocês da imprensa para poder fomentar a justiça e para poder levantar o que é que está acontecendo, que as pessoas responsáveis digam o que está acontecendo com essa sucessão de erros contra o Bahia. Quem é responsável venha e diga. É coincidência? Então assuma que é coincidência. Se não for, diga o que é. Eu queria que fosse coincidência, pelo menos eu teria um pouco mais de tranquilidade e esperança para trabalhar. Ainda acredito no futebol brasileiro e nas pessoas. Então eu gostaria que fosse coincidência. Mas os responsáveis têm que assumir e dizer isso aí. Não é dizer com cartinha para o Bahia. É ir na imprensa e dizer, analisar cada erro de arbitragem que aconteceu. Se o Brasil inteiro está dizendo o contrário, que tenha a personalidade de defender os erros como os acertos.

Avaliação do jogo até o pênalti

A gente sabia que seria um jogo difícil e tínhamos o controle da partida. Até aquele momento, o Flamengo não tinha criado e nós tínhamos dado duas ou três estocadas que poderiam ter dado alguma coisa. Jogar contra o Flamengo no Maracanã é difícil, ainda mais com eles vindo de um jogo ruim, onde não conseguiram vencer. Estamos falando do finalista da Libertadores, não é de qualquer time. Até aquele momento, o Bahia cumpria muito bem o seu papel.

Clima no vestiário ao fim do primeiro tempo

Indignação total. A gente precisava fazer alguma coisa. O atraso foi uma forma de protesto e manter o equilíbrio, porque o jogo seguia e a gente tinha condições, mesmo com um homem a menos, de buscar alguma coisa. E foi o que fizemos. Começamos muito bem o segundo tempo, mesmo com um homem a menos. Na minha competição, o (Matheus) Bahia não fez falta para um seguindo cartão. Uma falta no meio campo onde não houve agressão, onde houve uma uma disputa normal de jogo. Aí perdemos mais um jogador, se não bastasse a situação do pênalti, aí perdemos um jogador. E aí a situação do Rossi é outra.

Reação na próxima rodada, contra o Sport

Temos uma semana e não vamos sair do foco de jeito nenhum, o que essa partida nos trouxe foi uma indignação bastante grande, e pode ter certeza que essa indignação vai ser revertida em atitude. Mas vai ser uma partida dificílima, o Sport vem reagindo bem, fazendo grandes jogos na sua casa, e temos que jogar o nosso melhor para buscar o resultado lá. (Vamos) como sempre buscamos, acreditando nas peças que vão entrar. Infelizmente os guerreiros que estão fora não vão poder nos ajudar. Estão fora por causa de cartão, mas vamos acreditar no grupo, montar da melhor maneira possível e ir para fazer um grande jogo.

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