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FPF detalha situação da liberação de público nos estádios de Recife; Náutico tem situação mais complicada

Anderson Stevens/Sport; Tiago Caldas/Náutico; Rafael Melo/Santa Cruz

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Apesar do aumento da capacidade dos estádios de futebol em Pernambuco, regulamentada pelo governo do estado nesta terça-feira, Náutico, Santa Cruz e Sport ainda dependem de algumas burocracias para contar com o retorno do público às suas casas. Isso passa diretamente por uma exigência do Corpo de Bombeiros, que coloca o timbu em uma situação ainda mais delicada que os rivais.

Pelos novos protocolos de Pernambuco, os estádios podem receber até 3.000 torcedores – ou 70% da sua capacidade, se esse número for inferior. Como o decreto entra em vigor nesta quarta-feira, o primeiro jogo com esse aumento de público seria o confronto entre Náutico e Salgueiro, às 19h, nos Aflitos.

Mas é improvável que os alvirrubros possam ver essa partida de perto, uma vez que o time corre contra o tempo para aprovar um documento e confirmar a presença do público – além, claro, de realizar todo o processo de disponibilização de ingressos, pedido de força policial e protocolos para testagens de Covid-19.

Para Sport e Santa Cruz, que já possuem o planos de emergência contra incêndio de seus estádios, o caminho para a liberação de público já tem um passo a menos para ser concluído. A situação dos clubes ainda é facilitada pelo tempo que resta para garantir todas as regulamentações, uma vez que a Cobra só joga no Arruda no sábado e o Leão só tem jogo em casa no próximo dia 19.

Os estádios e a situação do Náutico

A situação foi explicada pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, ao NE45. Segundo ele, os Aflitos não têm um plano de emergência contra incêndio regulamentado, algo que é exigido por lei, mas, segundo ele, não era cobrando em estado nenhum do país, bastando, apenas, a aprovação dos laudos do Corpo de Bombeiros.

Mas agora, segundo Evandro, Pernambuco voltou a cobrar esse plano, que o Náutico não tinha e, agora, corre contra o tempo para tentar concluir seus trâmites e aprovar ainda na quarta-feira.

“O Santa Cruz teve o plano aprovado há mais de 10 anos e o Sport também. Os Aflitos são o único estádio que não têm, esse é o problema. Então, o Náutico está correndo para ver se termina esse plano até amanhã para dar entrada, porque a gente só pode fazer esses termos de ajuste quando o Náutico der entrada nisso. Então, não tem nem como dizer se o Náutico vai ter público amanhã ou não”.

Mas, para Arruda e Ilha do Retiro, os planos já existiam e também já tinham sido aprovados anteriormente. Com isso, Santa Cruz e Sport só precisaram renová-los. Assim, os rivais esperam apenas que a FPF consiga o termo de ajuste, que vai liberar a presença de público nas suas partidas – passo que o Náutico também precisará passar, após a conclusão do plano.

“O Santa Cruz, por exemplo, já renovou o plano, aprovado, já foi encaminhado o termo de ajuste para liberar o público, o Sport também. Mas o Náutico vai depender. A primeira coisa que tem que conseguir é dar entrada no projeto, no plano, que ele não têm. Esse é o maior entrave, porque o estádio tem segurança, tem extintor, saída, portão, tudo que o plano prevê, o estádio tem, apesar de não ter o plano formal”.

A partir disso, Evandro também explicou que o plano não é um processo tão simples, para que o Náutico consiga resolver sem esforços. “As pessoas perguntam ‘um plano simples, por que não faz?’ Não é simples, é complexo. São centenas de folhas, duas ou três empresas que fazer, é um custo caro para fazer. Não é tão simples assim, porque tem mil formalidades para preencher, para fazer”.

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