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Leia entrevista com Milton Bivar, candidato à presidência do Sport

Presidenciável falou sobre planejamento, dívidas, estatuto, transparência e mais

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife
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A eleição do Sport, enfim, está confirmada. Após três adiamentos, os sócios do clube definem o novo presidente para o biênio 2021-2022, nesta sexta-feira, na Ilha do Retiro, no formato drive-thru, das 8h às 17h. Desta forma, o NE45 entrevistou os quatro candidatos do clube e nesta matéria traz a sabatina realizada com o situacionista Milton Bivar, da chapa Sport de Primeira, que tenta a reeleição.

Clique AQUI para ler a entrevista com Nelo Campos

Clique AQUI para ler a entrevista com Eduardo Carvalho

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Milton Bivar é engenheiro civil e empresário, e já foi presidente do clube duas vezes: entre 2007 e 2008, e 2019 e 2020, além de já ter sido diretor do clube em outras oportunidades.

Diferentemente do que ocorreu com os outros três candidatos, esclareça-se, a entrevista não ocorreu por telefone, uma vez que o atual presidente, procurado desde a semana passada, afirmou estar atarefado com questões profissionais e impossibilitado de atender por ligação à reportagem, que se colocou à disposição para conversar em qualquer horário.

Assim, solicitou que as perguntas fossem enviadas via aplicativo de mensagens, o que, por conseguinte, fez com que não houvesse uma réplica, contraponto ou maior abordagem por parte do NE45.

Na breve entrevista, dentre outros, o atual mandatário afirmou que o clube pode fazer um investimento maior no futebol, mas de forma cautelosa, pregando a política austera. Além disso, respondeu também sobre a reforma do estatuto, mostrando-se favorável, mas ponderando a necessidade de correções.

Porém, houve algumas perguntas não respondidas por Milton Bivar, quando questionado sobre as formas de arrecadar receitas e qual a ligação do Sport atualmente com torcidas organizadas. Confira, abaixo, a entrevista.

Entrevista com Milton Bivar

Milton, como vai ser o planejamento em relação a este ano no futebol? Dentre as chegadas e saídas que já tiveram, o elenco deve mudar muito? E qual seria o perfil dos reforços (jogadores mais emergentes como vem sendo ou pode haver algum ‘medalhão’ como foi Thiago Neves)?

“O planejamento para esse ano está pautado para trazermos jogadores mais cascudos, jogadores mais de peso porque teremos uma pequena folga (no orçamento), não é grande, mas (que) dá para reforçar bastante o time com jogadores mais fortes, com condições de envergar a camisa do Sport. Medalhão como Thiago Neves? Pode acontecer, sim. Vai depender da oportunidade”.

O senhor planeja contratar algum Executivo de Futebol, já que esse cargo ficou vago depois que Lucas Drubscky saiu?

“Isso vai acontecer. Já posso até adiantar que já tenho um Executivo, um gerente de futebol contactado. Isso vai acontecer”.

Milton, em 2020 o senhor disse que projetava pagar R$ 30 milhões em dívidas do Sport. Existe algum planejamento nesse sentido para este ano? Como está a questão para quitação dos débitos? E também como o clube planeja levantar receitas em meio à pandemia?

“Ainda não parei para ver como vai ser o planejamento das dívidas este ano. Mas eu espero chegar bem próximo do que a gente já fez nesse biênio. Temos que continuar com a administração austera para que possamos salvar alguma coisa para a gente pagar. É fundamental a gente conseguir colocar o Sport no caminho do crescimento sustentável”.

A gestão do senhor pensa alguma campanha forte de sócios para atrair o torcedor e arrecadar recursos financeiros? O que o senhor poderia adiantar sobre isso em relação aos sócios?

Sem resposta.

Milton, o clube pensa em alguma reforma ou revitalização para a Ilha do Retiro? O que o senhor poderia falar sobre ou adiantar em relação a isso?

“Isso faz parte. Uma revitalização da Ilha custa muito dinheiro, mas a gente pode buscar, já iniciamos alguns contatos de parcerias para ver se sai alguma coisa. Infelizmente nessa pandemia tivemos que ‘brecar’, mas vamos ver se assim que as coisas normalizem a gente volte a tocar esse assunto.

Milton, atualmente, no Conselho Deliberativo, tem um texto para a reforma do estatuto do Sport, bastando apenas a publicação do edital. Caso o senhor seja eleito, pretende convocar a assembleia para ele ser votado? Fala sobre essa reforma do estatuto.

“Quanto ao estatuto, vai haver mudanças. Vou levar para a AGE tão logo consigamos modificar, tem três parágrafos que a gente tem que mexer, que temos que levar aos novos conselheiros, (para que) eles possam dar uma pequena arrumada porque o estatuto está muito bem feito, está ótimo e temos que aproveitá-lo para aprovar, sim. De todo jeito”.

Presidente, como será a relação do senhor com a oposição pós-eleição?

“Será a melhor possível porque não tenho arestas no Sport. Tenho vários amigos que estão na oposição e não tem problema nenhum, de jeito nenhum. Serei o mesmo Milton e não mudo por causa disso, nem guardarei rancor desse ou aquele conselheiro, ou desse ou aquele cara que está na oposição”.

Milton, quando o Sport caiu para a Série B, perdeu receita e precisou cortar o investimento no futebol feminino. Agora que está na Série A pelo segundo ano, dá para melhorar esse investimento? Como o senhor projeta o futebol feminino? E também os esportes olímpicos?

“Confesso que esse ano, com a nossa condição (financeira) bem melhor, com a gente melhorando bastante, o nosso investimento tanto no futebol feminino, como nos esportes olímpicos, terá uma injeção porque passaram-se dois anos sem que pudéssemos ajudar quase nada”.

Milton, uma das promessas de campanha na eleição passada foi o portal da transparência. No início, o Sport até o alimentou bem (detalhando casos de Rogério, Magrão e Lenis), mas depois quase não usou mais. Como o senhor avalia a questão da transparência? Por que foi pouco usado?

“Dentro do possível esse portal vai continuar e abastecido. O que ocorre é que, numa situação como a que o Sport se encontra hoje, rodeado de cobradores e de pendências por todos os lados, fica muito difícil a gente estar dando aquele tipo de transparência que se cobra, (sobre) quanto foi o jogador, quando o dinheiro chega. Isso aí vai continuar praticamente impossível estarmos liberando isso de imediato. Inclusive quero dizer que o Sport contratou, já estamos fazendo uma auditoria interna, contratamos a BDO que é a maior empresa de auditoria, que faz praticamente todos os clubes, e a BDO é que vai auditar nosso balanço, nossas contas e tudo o mais para que fique bem tranquilo essa situação fiscal que isso é de muita responsabilidade”.

Presidente, há duas semanas uma organizada protestou na porta do CT e alguns torcedores reclamaram não apenas disso, mas que o Sport também não se pronunciou sobre o tema. Como é a relação do Sport hoje com a Torcida Jovem? Existe alguma ligação?

Sem resposta.

Milton, esse último tópico é uma pergunta livre para o senhor abordar da forma que bem entender, um espaço aberto para as considerações finais.

“Queria me referir à torcida que ela não entre no encanto da sereia que a oposição vai fazer isso, que é fácil. Isso é papo furado. Uma vez a torcida entrou nesse encanto da sereia e deu no que deu, quando, em 2017 e 2018, deram continuidade àquela administração que já vinha desde 2015. E deu no que deu. Então que ela abra o olho, que o Sport precisa de pessoas experientes, capacitadas, com a vida pessoal ilibada, sem questões em canto nenhum, na justiça. Que tenha uma condição e uma experiência administrativa. E que não entre nesse encanto que está se fazendo, de eu ter 69 anos, de me mandarem ‘’ir para a casa’’, um sujeito de consciência plena, lúcido e com uma saúde física normal para a minha idade, não tenho problemas de coração, nem de nada, apenas os normais advindos da idade, dos 69 anos. Mas essa idade nunca foi, nem nunca será um velho. Muito pelo contrário”.

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