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Roberto admite falta de unidade na formação do elenco do Santa: ‘Estágio é embrionário’

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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Em entrevista exclusiva ao NE45 nesta terça-feira, o técnico do Santa Cruz, Roberto Fernandes, debateu, entre outros assuntos, o momento complicado que vive o clube na Série C, lanterna da competição e de onde ainda não venceu. E, em um dos pontos tratados na conversa, quando questionado sobre as carências do clube, principalmente em relação ao elenco, classificou que o estágio do grupo ainda era ‘embrionário’ – sobretudo em função das inúmeras mudanças no departamento de futebol, com a demissão de três treinadores e a saída e chegada de atletas.

“Quando você troca de treinador, você troca um, dois, três, e chega no quarto treinador. Cada treinador tem uma ideia de jogo, tem seu modelo ideal de jogo, cada treinador tem sua caraterística de preferência de jogadores. Começou com Brigatti, ele tinha um modelo e perfil de jogador, veio Gallo, com outro modelo, e outro perfil de jogador, veio Bolívar, que joga diferente, e cada treinador desse foi indicando jogadores. Então você chega numa cortina de retalhos, você tem sobreposições (jogadores com a mesma caraterística que ocupam o mesmo espaço do campo e onde se vai jogar um), e numa Série A, ok, mas numa Série C, o cara fica insatisfeito”, disse.

“Então, a montagem do clube, do futebol, ela não foi um negócio legal. O estágio de treinabilidade, o estágio tático, a maturação do time está em um estágio embrionário. Eu tinha que estar preocupado, neste momento, em julho, em alguns ajustes, e hoje ainda eu tenho que me preocupar em conceito de jogo. A equipe não sabe transição, confunde-se muito a construção com transição. Falta organização de jogo, o time por tantas mexidas não tem identidade”, completou.

Veja outros pontos da entrevista, na íntegra

Aceitar o Santa Cruz, neste momento, poderia significar dar um passo atrás na carreira?

“O momento do Santa Cruz e o meu momento profissional levam a crer essa sua colocação, de que eu aceitar vir para o Santa Cruz poderia manchar a minha carreira, e o maior exemplo disso é de que que eu assumi o Santa e nesses 20 dias eu recebi uma proposta e uma sondagem da Série B, mas o respeito que tenho pelo clube, pela história, pela cidade, eu não ia deixar o Santa Cruz agora nessa situação. Talvez se eu tivesse em outro clube, em outro estado. Essa missão eu aceitei, me foi dada e eu vou cumprir da melhor forma possível. Agora é aquela coisa: eu, num momento bem especial na Série B, eu vim aceitar a missão do Santa Cruz na Série C. E eu espero que, num futuro, o Santa Cruz tiver em uma Série A e eu em uma B, por exemplo, ele se lembre de mim”.  

O porquê da escolha do Santa Cruz

“Alguma coisa me diz que vai ser agora que você vai completar o trabalho, porque o trabalho tem sido muito difícil, e nós estamos trabalhando, conversando com os atletas, procurando transmitir conceitos de jogo um pouco diferentes do que a equipe vinha trabalhado. O acerto foi rápido, porque eu estava em Recife, porque tinha chegado de Maceió em três, quatro dias. E tinha o Fabiano, nós tínhamos trabalhado junto com o América e foi muito rápido. Pesou também o fato de eu estar fora de casa há sete messes e aí eu senti no coração de aceitar e estamos aí”.

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1 comentário

1 comentário

  1. IRAM GOMES

    7 de julho de 2021 a 16:48

    Realmente um exemplo de como nao deve ser feito , puro amadorismo .

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