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Chapecoense VENCE O TOMBENSE e decreta queda do Náutico para a Série C Chapecoense VENCE O TOMBENSE e decreta queda do Náutico para a Série C

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Chapecoense vence o Tombense e decreta queda do Náutico para a Série C

Foto: Tiago Caldas/CNC

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Agora é oficial: o Náutico está rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira, após a Chapecoense vencer o Tombense por 3×2, o Timbu teve a sua queda matemática decretada, confirmando o que todo mundo já previa há muitas rodadas. Assim, retorna para a Terceira Divisão após apenas três anos longe.

Com a vitória da Chape sobre o Tombense, o time catarinense chegou aos 42 pontos e pulou para a 15ª colocação. Assim, o Novorizontino passou a ser o 16º, que tem 41 pontos e não tem como mais ser alcançado pelo Náutico, que soma apenas 30. Ou seja, mesmo que ganhe todos os seus três jogos restantes, o Timbu atinge 39, pontuação insuficiente para evitar a queda.

Já rebaixado, o Náutico entra em campo contra o Grêmio, no domingo (23), nos Aflitos, apenas para cumprir tabela. O mesmo cenário que terá ante a Chapecoense, fora de casa, e contra a Ponte Preta, na última rodada e novamente no Eládio.

Em 2017, no último rebaixamento do Alvirrubro para a Série C, o Náutico caiu com três rodadas de antecedência. Em 2022, por sua vez, a queda matemática ocorreu a duas rodadas do fim e sem o time entrar em campo.

Na última queda, inclusive, o Náutico caiu como lanterna, tendo somado apenas 32 pontos em 38 jogos na Série B. Atualmente, o Timbu, que está na última posição há 11 rodadas, tem 30, dois a menos do que a campanha que decretou o último rebaixamento para a Terceira Divisão.

Chapecoense VENCE O TOMBENSE e decreta queda do Náutico para a Série C
Foto: Tiago Caldas/CNC

Presidente do Náutico admite erros que levaram o clube de volta para a Série C

Em coletiva no início da semana, o presidente do Náutico, Diógenes Braga, admitiu alguns erros durante a temporada. Uma grande falha do clube em 2022, segundo o mandatário, foi abandonar o departamento de análise de desempenho, que não teve como funcionar na avaliação de atletas e treinadores.

“A gente precisa retomar algumas coisas que a gente perdeu. Uma coisa que a gente fez muito e ajudou nos anos anteriores foi uma utilização do departamento de análise de desempenho. O departamento de análise de desempenho participava ativamente no planejamento do futebol, montagem de elenco, avaliação de atletas e até mesmo de troca de treinadores, no sentido de perfil e tudo mais”, disse o dirigente.

“Acho que isso foi abandonado. E foi um grande erro, para mim um dos maiores. A gente perdeu muito disso este ano e temos que retomar. Sofremos muito com coisas que não vinham ocorrendo em anos recentes. A gente tinha conseguido vencer etapas de convicção do que se buscava, perfil de montagem de elenco, da forma de montar elenco… E tudo isso ficou pelo caminho este ano”, completou Diógenes.

Presidente do Náutico projeta folha salarial para provável Série C em 2023 e diz: "A gente vai estar forte"
Foto: Tiago Caldas/CNC

Diógenes nega possibilidade de renunciar

O presidente alvirrubro ainda negou a possibilidade de renunciar. Ele ressaltou que foi eleito democraticamente pelos sócios e que não pensa em deixar o clube. Por isso, já começou a planejar a próxima temporada. 

“Vou continuar. Em relação à renúncia não esteve em pauta. Sou presidente do clube, me elegi num processo democrático. E tenho não só apenas as pessoas que confiaram em mim na eleição, mas um grupo que confia em mim e que ratificou o apoio nesses últimos dias, nesses momentos de dificuldade, principalmente após o jogo de sexta-feira”, disse.

“Que a gente refaça o que está dando errado. O planejamento (de 2023) não é do presidente, mas da diretoria. A gente vai refazer a diretoria”, finalizou o presidente alvirrubro.

E a folha para 2023?

Numa “conta grosseira”, como definiu Diógenes em entrevista coletiva, o Náutico deve ter uma folha salarial em 2023 girando em torno de R$ 400 mil. No entanto, segundo o próprio presidente, a receita pode aumentar caso algumas cotas entrem no clube em caso de classificação esportiva – vide a Copa do Brasil.

Diógenes Braga - Náutico
Foto: Tiago Caldas/CNC

“Se a gente fizer uma conta grosseira, superficial, expurgar a cota da Série B e projetar para ano que vem, a gente teria a folha de atletas em torno de 400 mil reais. Contudo, existem outras situações: se o programa Todos com a Nota for firmado, ele pode modificar isso; a gente não ter três meses de estádio fechado e arrecadar mais com bilhetagem; se a gente avançar na Copa do Brasil, o que a gente não conseguiu este ano”, afirmou o presidente.

Diógenes promete “Náutico forte” na próxima temporada

Apesar da queda esportiva e financeira, o presidente alvirrubro se mostrou confiante no planejamento para 2023.

“O que eu posso dizer é: dentre a forma de como o clube foi gerido ao longo do ano, ela nos dá um cenário de a gente ir para o ano que vem sabendo que a gente vai estar forte. Dentro de uma divisão inferior, vindo de um rebaixamento, mas a gente vai estar forte”, projetou o mandatário alvirrubro.

Veja a análise do rebaixamento do Náutico no Blog de Cassio Zirpoli

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