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Jailson Baraúna, candidato à presidência do Bahia. Jailson Baraúna, candidato à presidência do Bahia.

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Valorização do torcedor, defesa pelo basquete e mais: Jailson Baraúna diz ‘representar a torcida do Bahia’

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Candidato da chapa Um novo Bahêa teve conversa exclusiva com o NE45

“Represento a torcida do Bahia, porque de lá eu vim e para eles é que eu quero fazer a gestão”. Assim se direcionou o radialista Jailson Baraúna, candidato à presidência do Esquadrão. Conselheiro do clube há seis anos, o também profissional de Educação Física aposta em fazer diferente do que está proposto. Na visão dele, há muito para mudar.

Da relação com o torcedor tricolor à implementação de esportes como o basquete: para o aspirante à Diretoria Executiva, o Tricolor precisa de pessoas que priorizem o bem da instituição. Baraúna, que encabeça a chapa Um novo Bahêa, tem como vice o empresário Raimundo Nonato.

Jailson Baraúna, candidato à presidência do Bahia. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Em conversa exclusiva com o NE45, Baraúna destrinchou o seu plano de gestão, destacando a necessidade de retomar a boa relação com o torcedor tricolor. Com foco em um novo plano de comunicação, o radialista busca fomentar o crescimento do Bahia em variadas frentes.

Entrevista com Jailson Baraúna, candidato no Bahia

NE45: Você é conselheiro do clube há muitos anos. Qual foi a virada de chave para você se candidatar à presidência? Sempre foi um desejo?

O fato de a gente conviver muito tempo no Conselho, nós fez entender detalhes que de fora você não tem como perceber. Por exemplo, como os grupos se movimentam para gerar essas candidaturas. Tanto os conselheiros quanto a candidatura à Diretoria Executiva. Conviver nesse ambiente durante seis anos nos deixou triste com algumas coisas.

Por entender que no ambiente onde, claro, são gestões políticas que estão sendo feitas, mas necessariamente elas deveriam ser direcionadas ao clube. Muitas vezes se priorizava a busca pelo poder em detrimento da excelência na gestão. Recebia grupos preocupados em deter o poder, ter o status.

Então, percebemos que era muito mais sobre o poder do que ver o clube bem. Quando isso foi entendido, colocamos que poderíamos oferecer para o sócio e para o torcedor um caminho diferente. Eles teriam alguém pensando na gestão do clube e na melhor posição possível. Tanto a nível de gestão como a nível esportivo.

Uma candidatura que prioriza o o zelo com o clube, o cuidado, o amor. E não apenas a questão do poder. Deter o poder de ser presidente, de ser o cara. Mas, na verdade, a priorirade tem que ser o Bahia. Depois de tantos anos lá dentro, acabei entendendo que o melhor seria oferecer essa possibilidade.

NE45: Você é radialista, trabalha com o futebol em uma outra ótica. Agora, busca esse espaço no principal cargo do clube. Como você acha que essa experiência na imprensa poderia ajudar você caso seja eleito?

Fiz um curso de um ano e meio, de onde saí com a minha graduação em rádio e TV. Com base nisso, a gente começou a trilhar nosso caminho. São 25 anos convivendo no meio esportivo, transmitindo não só, como basquete, futsal, vôlei. Ou seja, nós fazemos esportes de um modo geral. Por gostar muito dos esportes, sou aquele cara ‘fominha’.

Qualquer transmissão, me deixa preso frente à televisão. A fórmula 1, a NBA…todos os esportes. Então, isso me fez ter essa paixão pelo esporte e virar um jornalista. Um cronista esportivo. Claro, você entrevistando, acaba adquirindo expertise nessas modalidades. Porque você começa a viver aquilo, além de conviver com atletas, gestores, dirigentes e treinadores.

NE45: Você fala sobre ampliar esse alcance do Bahia. Cita o basquete, por exemplo, como um dos seus grandes motes de campanha.

Toda a ideia tem que nascer de alguém. Eu defendo o basquete. Tem 87 milhões de brasileiros interessados nesse esporte. 57 milhões de pessoas que acompanham. São 37 milhões de brasileiros que estão no dia a dia, que assistem às transmissões pelo menos duas vezes na semana. Um clube do tamanho do Bahia pode atrair a atenção, inclusive, de investidores.

Podem chegar novos parceiros comerciais, empresas que queiram agregar a sua marca ao basquete no Bahia. Hoje, existem seis clubes que estão no basquete. Flamengo, Vasco, Corinthians, São Paulo, Fortaleza e Botafogo. São clubes que atuam no basquete e que também fazem futebol.

Essa é a ideia. Trazer esse gigantismo. Trazer esse protagonismo para o Bahia. O que é que nos difere dele? Temos a vontade, a capacidade do torcedor de ser agregado nesse processo, de atrais investimentos e de formar um grande time de basquete. Por que não buscar ganhar o NBB? A gente tem que ter ambição. O Bahia tem uma torcida que abraça.

NE45: O Bahia vive em 2023 um ano de adaptação a um grande projeto. A chegada do Grupo City já trouxe grandes impactos, sobretudo financeiros, com o investimento que foi feito. Como você acompanhou essa negociação?

A gente consegue ver por lados distintos. Essa é a grande sacada. Você consegue ver como torcedor, a vontade de ver seu clube tendo a condição de estar de um patamar diferente, mas ao mesmo tempo você consegue enxergar enquanto conselheiro. Justamente por ter acesso ao contrato, ler e votar.

Enquanto cronista, tem uma visão crítica, podendo enxergar o negócio com mais rigidez. E, tendo passado toda essa caminhada de discussões, houve uma falha gigantesca. É aí que vem a diferença. Nem sempre o que é excelentemente planejado é excelentemente executado. As pessoas confundem planejamento com a execução. E tem o torcedor no meio dessa confusão.

Quando dá errado, vão dizer: “que planejamento horroroso”. O que foi planejado foi bom, os valores foram excelentes, mas a tomada de decisão deixou muito a deseja. Isso gerou esse momento ruim pelo qual o time vem passando nessa reta final de luta contra o rebaixamento. Foram muitos ruídos.

NE45: Dentro desse cenário da comunicação. De um lado, existe a expectativa dos representantes, animados com o negócio. Do outro, o torcedor, naturalmente ansioso com o tamanho do projeto. E com dúvidas. Qual o tamanho do desafio de pensar essa comunicação?

Hoje, existe uma comunicação. Apesar de muito dela seguir um estilo muito ‘pavão’. Ela se preocupa muito mais com as ações do que com o resultado. São sempre ações pontuais, que dão um cunho muito mais comercial e de marketing, do que resultados práticos e efetivos. Por exemplo, antes do jogo contra importante contra o Corinthians, estavam lançando camisa.

Quando você faz isso, o seu objetivo é tirar o foco do grande problema. Qual é o grande problema? O ano ruim a nível de resultados nas principais competições. Não vai ser a camisa Aláfia ou a ABCD que vai resolver os problemas que o time está enfrentando. O próprio time tem que ter essa solução.

É preciso retomar a relação com o sócio. Não posso falar sobre o sócio, se eu não entendo. Quem é esse sócio? Por que que ele permanece sócio? O que levou ele à desassociação após a chegada do Grupo City? É preciso encontrar respostas. Promover atrativos, ouvir o torcedor tricolor. Ele tem o que falar.

A grande ideia é retomar o clube de descontos que para trás. Paralelo a isso, buscar parceria com um grande clube. O que já está começando. Me permito o direito de não dizer, porque em política existe aqueles que querem que dê certo e os que trabalham para dar errado. Infelizmente, muita gente age assim. Mas estamos em conversas com um grande clube social da cidade visando uma parceria com o nosso sócio.

Por que não criar um canal de comunicação pessoal do presidente com o sócio através de uma plataforma no YouTube, através do próprio canal. Estabelecer um dia da semana para estar em live, conversando com o torcedor. Entender as suas necessidades e anseios.

NE45: Falando em legado, como você vislumbra um Bahia ideal?

Você parte da imaginação para o papel e vai buscar ferramentas dos elementos para constituir isso em uma peça real. Qual a peça real? O sócio já existe. O Bahia já existe. A gente tem que juntar essa vontade que o torcedor tem e tê-lo conosco. Sendo cuidado, atendido. Dando a ele as perspectivas do esporte, que é a maior ferramenta de inclusão do Brasil.

O esporte e a cultura são duas vias de inclusão social. A gente pretende, mais à frente, concluir as adequações estatutárias para também estar inserido na questão da cultura. Fazer do Bahia um espaço de oportunidades para jovens que sonham em sair da linha da pobreza. Obter conhecimento de que existem oportunidades. Para ser um ídolo do clube, por exemplo.

Um caminho para crescer, enquanto pessoa e cidadão. Encontrar um caminho de crescimento através do esporte. Por que não descobrirmos novos talentos para estar inserido em um projeto de iniciação esportiva de formação? Essa é a ideia, que o Bahia esteja no terceiro setor porque sempre esteve enquanto Associação. Mas que seja também uma marca forte.

Uma marca que possa ajudar na construção da sociedade melhor e de pessoas melhores. Quando a gente juntar um com mais um, dois, quatro, oito, a gente vai criar uma grande rede de construção de uma nova sociedade. Ser visto como um Bahia que lutou e luta tanto no que se refere à questão social. Mas também um case de sucesso sobre as modalidades esportivas.

Jailson Baraúna e Raimundo Nonato durante lançamento da chapa. Crédito: Reprodução

Considerações finais

É o primeiro pleito após a ausência do futebol (pandemia) em uma cidade tida como a maior em presença do povo negro e na sua composição étnica. Eu sou o candidato que não só representa o povo preto, mas que representa, de fato, a periferia. Representa as comunidades, a favela. Nasci em um bairro popular, na famosa linha 8 de Salvador.

Sou da arquibancada. Venho de origem humilde, mas não pobre no sentido de pensamento, de ambição, de anseio. Tudo o que conquistei foi através do conhecimento do estudo e aproveitando as oportunidades. Quero trazer tudo isso para o meu povo. Represento a torcida do Bahia, porque de lá eu vim e para eles é que eu quero fazer a gestão.

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