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Santa Cruz cai de ritmo no 2º tempo e empata em 0 a 0 com o Brusque

Pipico ainda tentou criar, mas não conseguiu balançar as redes pelo Santa Cruz. (Foto: Rafael Melo/Santa Cruz)

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Não foi a melhor estreia que o torcedor coral esperava do Santa Cruz no quadrangular que define o acesso para a Série B de 2021. Mesmo jogando fora de casa contra o Brusque, o Tricolor se impôs em maior parte do primeiro tempo e teve oportunidades para largar na fase decisiva com uma vitória a seu favor. Porém caiu de rendimento na etapa complementar e teve de se segurar até o final do jogo para garantir ao menos um ponto importante na estreia, como placar em 0 a 0. Saiu no lucro.

Três volantes

Sem contar com Chiquinho, seu principal articulador no meio de campo, Marcelo Martelotte optou por uma escalação mais cautelosa, com três volantes no meio de campo, tendo Tinga e Paulinho mais livres para apoiar as jogadas ofensivas, enquanto Bileu fixo no combate à frente da linha de zaga.

Santa Cruz mais incisivo

Já nos dez primeiros minutos as duas equipes mostraram as suas principais cartas ofensivas. O Brusque, jogando em casa, começou a explorar as investidas pela ponta direita com Jefferson Renan, no combate 1×1 com Peri, principal ponto fraco defensivo coral. Enquanto o Santa, mais perigoso, depois de controlar a primeira investida catarinense, passou a ter mais a posse de bola e explorar as jogadas de cruzamento. Pipico, por pouco não alcançou cabeçada voltando de Didira, aos 9 minutos e Toty perdeu a chance ainda mais clara aos 11′, acertando a trave em passe de Pipico.

Brusque equilibra

O Santa seguiu pressionando e infiltrando, mas o Brusque ‘acordou’ e teve a primeira chance aos 29′, com Rodolfo Potiguar mandando da intermediária um chute forte rasteiro, que Maycon Cleiton espalmou para o lado. E não demorou para vir a segunda, aos 31′ com cruzamento aberto que acertou a trave, em mau posicionamento do goleiro coral. Pipico respondeu no minuto seguinte, em cabeçada para o chão que o goleiro Ruan encaixou.

Depois da ‘trocação’, que teve ainda chances de faltas para ambos os lados, os times baixaram o ritmo da partida. Paulinho nos acréscimos ainda teve tempo para finalizar bem depois de jogada de Pipico, mas passou muito perto da meta. O Santa teve o maior controle da posse de bola, mas faltava encaixar melhor a jogada aérea e chegar com mais velocidade. Enquanto o Brusque deixou claro que só precisava de uma bola, porém que não deixaria de pressionar.

2º tempo

Na volta do intervalo, o Brusque tentou acelerar, mas não conseguia aproximação da área coral. Jefferson Renan teve chance em chute de fora aos 6′, enquanto o Santa só chegou aos 14′, depois que Tinga arriscou de fora. Os dois goleiros defenderam bem.

Brusque se lança com tudo

Percebendo que o Santa Cruz já deixava mais espaços, o técnico Jerson Testoni mexeu três peças de uma só vez, com Índio, Marco Antônio e Neguete, reforçando o setor ofensivo. Enquanto Martelotte, na tentativa de conter a pressão, reforçou o meio de campo com André na vaga de Paulinho, mas só ofereceu alternativa de velocidade no contra-ataque em seguida, aos 27′, quando Leonan entrou no lugar de Tinga, voltando ao esquema natural do 4-3-3, com Didira agora centralizado.

A essa altura o Brusque já era mais incisivo, passava a pressionar com perigo ainda maior, invertendo o comando da posse de bola. Zé Mateus obrigou Maycon a fazer uma grande defesa aos 19′ e João Carlos chegou perto aos 22′, ambos em chutes de fora da área.

O Brusque seguiu com a bola até o fim e ainda reforçou o setor de ataque pela direita com Edson, mas não foi eficaz nos cruzamentos, com a defesa coral levando a melhor em praticamente todas as jogadas aéreas. Marco Antônio, aos 52′ ainda acertou o travessão de Maycon Cleiton, justamente na bola aérea, ponto forte dos tricolores.

Empate insosso para o Santa, que deixa ao mesmo tempo a frustração de não ter sido aproveitado na fragilidade do adversário, mas ao menos um alívio pela queda acentuada de rendimento da equipe coral no segundo tempo.

No 1T, o tricolor conseguiu jogar, finalizando mais (5 x 3), com direito a uma bola na trave de Toty. Mas no 2T acabou dominado, piorando a cada mexida de Martelotte. É o 4º jogo sem vitória na terceirona

Destaques

Positivamente, entre os melhores em campo pelo Santa Cruz o lateral direito Toty se destaca mais, chegando inclusive a acertar a trave. Também é possível apontar a boa atuação de Danny Morais, com boas antecipações e cortes nas jogadas aéreas defensivas. Além deles, Tinga também foi importante na criação da equipe, que ficou aquém do que o Santa Cruz vinha apresentando na fase classificatória.

Já negativamente, o goleiro Maycon Cleiton não teve uma boa atuação no primeiro tempo, errando na tentativa de sair da meta que gerou a bola na trave do Brusque. Também Paulinho, que teve o papel de ser mais incisivo, não conseguiu repetir o ritmo das boas atuações quando dava apoio ao setor de ataque. E Didira, prejudicado pela falta de um meio-campista para dialogar e o fato de Peri pouco oferecer apoio na ponta esquerda, também esteve abaixo do seu melhor rendimento.

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