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Em tom conciliador, presidente interino do Santa pede pacificação em gestão provisória

Foto: Diego Borges/Santa Cruz

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Em entrevista coletiva no salão nobre do Arruda, na tarde desta quinta-feira, o Santa Cruz apresentou Marino Abreu, agora presidente interino do clube após licenciamento de 30 dias do presidente em exercício Joaquim Bezerra, e Abdias Venceslau, novo diretor executivo coral (CEO).

Pedindo inicialmente a palavra, Marino, antes encabeçando o Conselho Deliberativo e que agora se transformou no mais novo chefe do executivo da história do Tricolor, admitiu que não ‘esperava por isso’, uma vez que era o ‘quarto da linha de sucessão’, mas reforçou que não negaria um chamado do Santa Cruz.

Conciliador, o dirigente, traçando uma projeção para os 30 dias de mandato provisório, pediu tranquilidade para trabalhar, e destacou que a torcida, de modo geral, ‘perde muito tempo’ discutindo política e esquece de debater o próprio Santa Cruz.

Veja, na íntegra, o depoimento de Marino Abreu

“Não esperava por isso. Não lutei por isso. Era o quarto da linha de sucessão. O presidente do Conselho saiu, o vice presidente saiu e agora o presidente do clube se licenciou. Então, para mim, o Santa Cruz chama e a gente atende. Não vou correr. Estou aqui na política do clube, dentro do conselho, há cinco anos, desde 2017, ainda na gestão de Alírio. Desde lá venho trabalhando internamente pelo clube, inicialmente em 2017 e 2018 no Conselho. 2019 fui chamado por Roberto Freire para ajudar no jurídico interno e participei um pouco. Durante a pandemia me afastei, trabalhando nesse período todo intensamente pelo estatuto, a gente conseguiu aprovar, um marco na história do Santa Cruz. Ainda que interinamente, acredito eu, que eu seja o presidente mais novo da história do clube. E eu tenho 32 anos. É um trabalho difícil, não é um fardo leve, mas é um fardo que me dá orgulho e nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos, que eu poderia representar meu clube do coração. Meu trabalho nos 30 dias é principalmente dar um pouco de paz para o clube. A gente precisa de paz. E paz não significa dizer que você não pode ser divergente de opinião. Paz é ter tranquilidade para trabalhar, para todos os funcionários trabalharem sem medo, podendo exercer sua função. A gente hoje perde muito tempo discutindo política e esquece de discutir o clube. A gente esquece de como sanear o passivo, como aumenta receita, quem é o melhor jogador para o clube, como aumentar mais sócios, quem é o melhor treinador, executivo. A gente (torcida) acaba esquecendo disso e desde o ano passado a gente só vem discutindo nomes, o tempo vai passando e as coisas não vão acontecendo. Então, meus 30 dias têm como principal missão tranquilizar. Eu quero conversar com todo mundo, sempre conversei. Nunca tive problema nenhum com ninguém, escutar todos, trazer quem tem que trazer, abrir as portas as portas – que já estão abertas, inclusive, desde o início de fevereiro. A gente passou por um período muito turbulento, somos todos muito novos, no sentido de gestão do clube, e esse período de assentamento foi e está sendo doloroso, mas a única resposta é trabalho. Peço um voto de confiança à torcida e prometo que vou fazer o máximo para honrar a cadeira onde estou sentando“.

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