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Técnico do Náutico diz que às vezes é preciso puxar a orelha de Júlio, mas pontua: “Não pode deixar de ser ele”

Foto: Tiago Caldas/CNC

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Centroavante entrou no segundo tempo e foi importante na vitória alvirrubra

O atacante Júlio ganhou elogios do técnico Dado Cavalcanti após a importante vitória do Náutico por 1 x 0 sobre o Cruzeiro, nos Aflitos, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil. Apesar de o centroavante não ter feito gol, sua dinâmica foi bastante destacada pelo treinador alvirrubro em entrevista após a partida.

Dado, inclusive, destacou que o jeito de Júlio provocar faz parte do seu estilo. O centroavante alvirrubro, aliás, se envolveu em um episódio curioso. Pediu para trocar camisa com Matheus Vital, do Cruzeiro, mas o meia da Raposa negou. Após isso, o cria das categorias de base do Náutico xingou o atleta da equipe mineira.

“Brinco demais com o Júlio no vestiário. O Júlio é chato para caramba, no bom sentido para a gente, ele sempre tem uma saída, uma explicação, até pego muito no pé dele. E ele é esse cara no jogo. Fiquei bastante chateado aqui por vários momentos ele ter sido julgado não pelo meio externo, mas pelas arbitragens”, disse Dado Cavalcanti.

“O jogo do Júlio é esse jogo extravagante, que provoca o adversário. E faz parte do jogo a provocação. É um jogador que briga, discute, empurra. E ele começou a ser marcado pela arbitragem local, por vários momentos foi inibido. O Júlio tomou uma suspensão absurda de jogos, no meu modo de pensar, pela ficha corrida dele, não foi pelo ato em si, isso eu fico bravo demais”, completou o treinador do Timbu.

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Foto: Tiago Caldas/CNC

Ainda durante a coletiva, o comandante do Náutico destacou que às vezes é necessário puxão de orelha no centroavante do Timbu, mas que isso não pode impedir Júlio de seguir com seu estilo de jogo. Até aqui, o centroavante disputou 20 jogos na temporada e balançou as redes em cinco oportunidades. Vem sendo o reserva de Jael.

“Sempre defendi muito o Júlio aqui por isso, por pegarem demais no pé por um jeito que é dele. Quando o Júlio não é esse cara, ele acaba perdendo performance, acaba se descaracterizando. O Júlio precisa estar conectado no jogo. É marcando, correndo, discutindo, dando carrinho, vibrando junto com a torcida. É óbvio que a gente precisa domar, direcionar, apertar um parafuso, puxar a orelha, mas ele não pode deixar de ser ele. É importante tê-lo aceso. Espero que ele continue assim”, finalizou o treinador.

Náutico x Cruzeiro: a volta

Nos Aflitos, o Náutico venceu por 1 x 0 e largou em vantagem para o confronto de volta. O jogo será no dia 25, na Arena Independência. O Timbu joga pelo empate para avançar de fase, enquanto a Raposa tem que vencer por pelo menos um gol para forçar os pênaltis.

Esta vitória sobre o Cruzeiro, aliás, fez o Timbu quebrar um tabu de 14 anos e voltar a vencer a Raposa. O último triunfo tinha sido no Brasileirão de 2009. Desde então, eram 11 jogos sem ganhar do time mineiro.

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