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No ‘tudo ou nada’, Bahia pressiona mas perde do Defensa y Justicia e cai na Sul-Americana

Braian Romero selou a eliminação do Bahia para o Defensa y Justicia. (Foto: Divulgação/DyJ)

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Chegou ao fim a participação do Bahia na Sul-Americana 2020. Precisando vencer por dois gols de diferença ou fazer um placar mais elevado que o 3×2 sofrido em casa, o Esquadrão até fez uma boa apresentação contra o Defensa y Justicia, tentando chegar à semifinal. O time teve uma postura mais ofensiva e construiu boas chances, sobretudo no primeiro tempo.

Porém numa sucessão de falhas na etapa complementar, que vão desde a saída de Élber – um dos melhores em campo – à expulsão infantil de Rossi, o Tricolor não apenas deixou de aproveitar a fragilidade do time argentino, como ainda saiu derrotado no jogo.

Tudo ou nada

Precisando de um bom desempenho no ataque, Mano Menezes não titubeou na escalação e montou uma equipe bastante ofensiva. Além de manter Indio Ramírez como titular, mandou a campo Élber e Rossi como dupla de pontas. E a Mudança também refletiu na postura do Bahia logo no começo do jogo.

O bom futebol que faltou na Fonte Nova não demorou a aparecer no Norberto Tomaghello. Além das investidas dos pontas, as boas chegadas de Gregore, conduzindo a bola até a área adversária, deram ao Bahia caminhos abertos na defesa argentina.

Élber teve a primeira grande chance logo aos 10 minutos, depois de limpar bem a marcação com uma sequência de cortes secos, mas parou no goleiro Unsain. O meia-atacante ainda deixaria dois marcadores amarelados nos contra-ataques em que foi parado com falta. Em seguida, Ramírez teve mais uma boa chance aos 25′, depois de investida de Gregore. O meia fez o giro na pequena área, mas mandou por cima da meta.

A boa vantagem construída no 3×2 em Salvador deu ao Defensa y Justycia a tranquilidade para não se lançar no desespero. Só subindo ‘na boa’, principalmente com bolas aéreas, como no primeiro jogo. E quando a defesa baiana não afastava Douglas aparecia para salvar, como aos 30′, quando Ronaldo quase fez contra. No contra-ataque do lance, Gilberto mandou o rebote por cima.

Três chances seguidas

A pressão do Bahia não parou durante a primeira etapa. E aos 42′ o Esquadrão teve a chance mais clara. Aliás, as chances. Rossi recebeu cruzamento rápido pela esquerda e chutou três vezes dentro da área. Acertou o travessão na primeira, na segunda foi travado por Brítez com o peito, e na terceira Frías salvou em cima da linha. O placar zerado ainda estava longe de ser animador, porém a postura do Tricolor aumentou as esperanças pela classificação. Faltavam dois gols, desde que não sofresse um.

Segundo tempo

No recomeço, um susto. Exposto, o Bahia passou a ceder mais espaços e viu o Defensa ter a primeira chance logo aos 2′. Romero limpou a marcação de Ernando, puxo para dentro, mas bateu para fora. A resposta baiana, porém, foi imediata dois minutos depois. Juninho Capixaba infiltrou pelo meio e deixou Élber em boa condição, mas o chute rasteiro parou em mais uma ótima defesa de Unsain. Estava novamente desenhado o ‘lá e cá’.

Se na frente o Bahia mantinha a posse de bola no campo de ataque, cercando, quando se defendia também passava perigo. Primeiro Nino Paraíba aos 10′ entregou a bola nos pés de Isnaldo, que isolou. E aos 17′ Clayson, que entrou no lugar de Élber, entregou a bola na frente da grande área e Romero novamente saiu livre. Douglas salvou dessa vez.

Rossi e o VAR

Aos 21 minutos, aconteceu o lance que complicou a vida do Bahia. Um lance de ataque com Gilberto, Rossi recebeu um contato no ombro e caiu na área pedindo pênalti. O árbitro de vídeo Juan Benítez, do Paraguai, não enxergou penalidade e o jogo seguiu. Porém quatro minutos depois, Rossi teve a atitude imatura de acenar com a genitália para a cabine de vídeo. O jogo foi parado, o paraguaio em campo Eber Aquino revisou e aplicou o vermelho direto. Com um a menos e dois gols para marcar, era praticamente um balde de água fria no Bahia…

Mais um suspiro

… se não fosse pela expulsão de Acevedo logo quatro minutos depois da saída de Rossi. O volante fez falta para cartão amarelo e recebeu o seu segundo na partida. Tentando aproveitar o espaço maior em campo, Mano Menezes chamou Gabriel Novaes, tirando Ronaldo. Ainda mais ofensivo, o Bahia se lançou com tudo. Depois, Daniel, Zeca e Rodriguinho também entraram em campo de uma vez. Sem sucesso.

O fim do sonho

Já sem a menor organização tática, o Bahia deixou ainda mais espaços e aos 41′ Walter Bow limpou fácil Juninho e deixou Braian Romero de novo de cara com Douglas. E dessa vez não houve milagre. Não bastasse a eliminação, a queda foi selada com nova derrota. A quinta nos últimos seis jogos disputados entre a ‘Sula’ e o Brasileirão.

Mais uma vez, o Bahia bateu trave nas quartas de final de um torneio expressivo. Eliminação que encerrou o retrospecto do Nordeste em competições internacionais na década. De 2011 a 2020 foram 30 mata-matas com clubes da região. Confira o histórico.

Estatísticas

Posse de bola: Defensa y Justicia 50% x 50% Bahia
Finalizações: Defensa y Justicia 9 x 14 Bahia
Finalizações no gol: Defensa y Justicia 2 x 4 Bahia
Passes certos: Defensa y Justicia 281 (75%) x 274 (77%) Bahia
Faltas: Defensa y Justicia 25 x 10 Bahia
Desarmes: Defensa y Justicia 17 x 12 Bahia
Defesas do goleiro: Defensa y Justicia 3 x 2 Bahia

Fonte: Sofascore

Mano com a maior carga

Evidente que a eliminação do Bahia não foi construída apenas nesta quarta-feira. A derrota em casa deixou o Tricolor em uma condição muito adversa para reverter. Além disso, a expulsão de Rossi, justamente quando o time não poderia cometer erros, foi outro fator fundamental. Entretanto, na análise geral, a saída de Élber foi ainda mais preponderante para a queda de rendimento da equipe no jogo. O meia-atacante era um dos melhores em campo, enquanto Clayson não entrou em um bom ritmo.

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