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Atacante do River alega abandono: “tenho que ir no mato para procurar sacola para o gelo”

Foto: Foto: Victor Costa/River AC

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Lesionado desde novembro do ano passado, quando rompeu ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante a Série D, o atacante Bruninho relatou um cenário de abandono por parte da diretoria do River. Em um vídeo, o jogador, de 25 anos, mostrou a situação em que está passando no centro de treinamento do clube, sem auxílio de qualquer profissional, falta de segurança e itens básicos para a sua recuperação, como sacos para gelo.

Em um trecho do vídeo, Bruninho recolhe sacolas do chão para poder fazer seu tratamento. “Tem três dias que estou nessa situação, sem ninguém aqui do clube, com a fisioterapia fechada. Preciso fazer meu tratamento e preciso fazer meu gelo para desinchar o meu joelho. Faz dois meses e meio que fiz minha cirurgia e não tem ninguém no clube. Tenho que ir atrás de sacolas para poder fazer meu gelo”, relatou o jogador.

“Tem três dias que estou nessa pegada. Toda manhã correndo atrás de sacola para poder fazer meu gelo e não tem ninguém para me dar o saquinho para fazer o gelo correto. Não tem ninguém aqui. Esse tratamento de gelo precisa ser feito de manhã, de tarde e de noite e se eu vou pedir gelo e cobrar eles dizem que eu estou errado e que dou muito trabalho. Ai tenho que ir no mato para procurar sacola para poder fazer meu gelo, pegar sacola do chão. Eu não vou conseguir voltar a jogar futebol nunca desse jeito, se depender desses caras”, continuou o atleta.

Bruninho também relatou a insegurança que passa à noite na concentração, uma vez que, no vídeo, ele denuncia que não há qualquer segurança no local. “Outra situação que eles estão fazendo comigo. Ali é o meu quarto e fico com a porta aberta e tenho que acender a luz porque fico com muito medo porque não tem ninguém aqui, nem vigia, nem nada. Acendo a luz porque se ficar tudo escuro uma pessoa pode entrar e fazer maldade, faz o que quiser e ninguém fica sabendo de nada porque é só mato ao redor e aqui é um lugar perigoso, com as paredes baixas”, denunciou o jogador, que também reclamou de falta de alimentação.

“Eu jantei às 17h30 e depois não tem nada, nenhum lanche. O refeitório está fechado e não tem nada para comer. Eu tenho que ficar no quarto trancado, com medo e sem comer. Essa é a situação do River. Operei e estou nessa condição. Estou abandonado no clube, não tem vigia, tudo escuro e não tem ninguém do clube. Estou abandonado, correndo risco de vida. Já mandei mensagem e ninguém faz nada”.

Bruninho foi contratado pelo River no ano passado e disputou 17 partidas pelo clube, com um gol marcado. Este ano, sem poder contar com o atacante, o Galo terminou na 6ª colocação do Campeonato Piauiense, com apenas um ponto acima da zona de rebaixamento. O clube não tem mais competições oficiais a disputar em 2021.

Em nota oficial, a diretoria do River negou ter abandonado o atleta e alegou seguir dando assistência, mesmo com a liberação de todo elenco após o término do estadual. Disse que o centro de treinamento está em “pleno funcionamento e cumprindo o seu papel” e acusou “má vontade” do jogador.

Confira a nota na íntegra

O Centro de Treinamento Afrânio Nunes está em pleno funcionamento e cumprindo seu papel, que é dar bem estar e proporcionar aos funcionários, atletas e comissão técnica, as condições ideais para o desenvolvimento das atividades dentro do Clube.

Foi assim durante toda pré-temporada do Campeonato Piauiense e durante toda a competição, onde a maioria dos atletas estava morando no CT com toda a estrutura necessária (alojamentos com ar condicionado, área de tv e lazer, internet e refeitório). Era no CT também que o clube ficava concentrado antes dos jogos na capital, inclusive com a presença dos atletas que residiam em Teresina.

Problemas do dia a dia e pontuais sempre existirão e a diretoria esteve e estará sempre a postos para resolvê-los, seja de estrutura ou de cunho pessoal, de funcionário do Clube ou de atleta ou de algum membro da comissão técnica que esteja defendendo as cores do River.

Por isso mesmo, a diretoria recebeu com espanto a atitude do atacante Bruninho, já que o mesmo estava sendo acompanhado e tratado dentro do CT Afrânio Nunes. A acusação do atleta de que foi abandonado não procede. Houve uma precipitação de Bruninho e uma má vontade em entender uma situação pontual que já estava sendo encaminhada para uma solução.

Com o fim das atividades no futebol profissional nesta temporada, é normal que haja uma contenção de custos em algumas áreas do CT, mas isso não quer dizer que o Clube esteja sendo abandonado ou que sua estrutura esteja sendo deteriorada. É exatamente o contrário, a diretoria trabalha para que através de uma ação planejada, os custos do CT sejam financeiramente menores neste momento do encerramento temporário de algumas atividades.

Apesar da crise financeira provocada pela pandemia da Covid-19, do afastamento de torcedores dos estádios e consequentemente do fim da arrecadação com venda de ingressos e outros desafios que enfrentamos, a diretoria com muitas dificuldades sempre procurou honrar seus compromissos dentro e fora de campo e continuará lutando para honrá-los.

Por fim, reafirmamos a determinação de zelarmos pelas cores e a honra do River Atlético Clube, por sua história e por seu patrimônio em nome de sua grandiosa torcida.

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