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Enderson desabafa após vice do Sport: “Se pudesse desaparecer do mundo, a gente desaparecia”

Foto: Rafael Bandeira/SCR

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Rubro-negro perdeu a Copa do Nordeste em decisão por pênaltis contra o Ceará

O técnico Enderson Moreira está no futebol há mais de 30 anos, mas nem com a vasta experiência foi possível esconder o abatimento após o vice do Sport na final da Copa do Nordeste contra o Ceará. Lamentando o fato de não conquistar a taça, o treinador desabafou e falou sobre como o futebol cobra um preço forte.

No segundo jogo da final, o Sport venceu no tempo normal por 1 x 0, mas acabou perdendo por 4 x 2 nos pênaltis e viu o Ceará ficar com a taça.

“O Sentimento que a gente tem em um momento desse é de… Se a gente pudesse desaparecer do mundo, acho que a gente desaparecia. O futebol cobra um preço muito forte do treinador”, iniciou Enderson.

O desabafo do treinador, contudo, não tem relação nenhuma sobre algum comentário de torcedores do Sport. Pelo contrário. Durante a coletiva, o comandante fez questão de exaltar a festa dos rubro-negros na Ilha do Retiro. As falas do técnico remetem à própria carreira, onde ele já enfrentou muita coisa ao longo dos anos – principalmente nos últimos.

“Tenho passado nesses últimos anos uma pressão absurda, uma saúde mental que está sendo cobrada muito forte. Vocês não têm ideia de como as palavras das pessoas e a pressão minam a gente. Meu sentimento é vontade de viver outras coisas, porque é um preço desumano que o futebol faz nesse país com quem quer ser sério”, continuou o treinador do Sport.

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Foto: Rafael Bandeira/SCR

“Não sou vagabundo, sou do lado do clube”, desabafa técnico do Sport

O desabafo de Enderson teve como principal ponto as fortes cobranças enfrentadas durante a carreira de técnico de futebol. E que são maiores quando direcionadas para “profissionais sérios”, segundo o treinador.

“Não sou vagabundo, me preocupo com as coisas, eu sou do lado do clube, tento fazer o meu trabalho da melhor forma possível, me importo com as coisas, tento fazer o melhor com o que tenho, valorizo os atletas que estão comigo. Não fico falando ‘preciso de jogador’, nunca falei isso. Mas o futebol cobra demais”, falou Enderson.

“É desumano o que fazem com a gente, a maneira como que tratam a gente quando a gente não conquista. Talvez seja tão difícil para minha família quanto para mim. E me sinto responsável por essa torcida ter feito uma festa tão maravilhosa e a gente não conseguiu entregar o título para eles”, completou o treinador.

Apesar do natural abatimento, porém, Enderson não quer ficar remoendo o vice no Nordestão. Pelo contrário. Destacou que falou para os atletas que o momento é de “lamber as feridas” e focar na Copa do Brasil, onde o Rubro-negro encara o São Paulo nas oitavas de final, e na sequência da Série B – principal competição do ano para o Sport.

“Falei isso para eles: ‘lambam as feridas na quinta-feira e voltem renovados’. Quem quer grandes conquistas não pode baquear porque perdeu um título. Isso faz parte da nossa vida. A gente precisa, acima de tudo, ter força, coragem de enfrentamento. É isso que me faz continuar no futebol. É a minha coragem de enfrentamento. E é isso que estamos colocando para os atletas também”, finalizou o treinador.

Agora, o Sport foca suas forças na Série B do Campeonato Brasileiro. No domingo (7), o Leão encara o Guarani, na Ilha do Retiro (com portões fechados em virtude da punição pela invasão contra o Vasco), às 19h.

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