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Capitão do CRB, Gum se diz contra paralisação do futebol por conta da pandemia

Foto: Divulgação/CRB

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Com o Brasil se aproximando das 280 mil mortes por conta da Covid-19 e com uma média de 1.841 óbitos por dia, o debate sobre a necessidade da paralisação ou não do futebol ganha força, com opiniões a favor e contra a medida. E em entrevista coletiva, o experiente zagueiro Gum, do CRB, se posicionou pela manutenção das competições, mesmo no pior momento da pandemia no País.

O jogador, de 35 anos, testou positivo para o novo coronavírus em outubro, durante a Série B do Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, acredita que o futebol é um ambiente seguro. Nesta quarta-feira, Gum volta a campo pelo CRB para enfrentar o Goianésia, no interior de Goiás, pela primeira fase da Copa do Brasil.

“Eu vejo que o futebol é seguro, me sinto seguro jogando, viajando, porque os protocolos são feitos, os estudos são muito claros e, mesmo se eu tivesse em casa, isso não garantia que eu não pegaria a Covid-19. Tem pessoas que ficaram doentes em casa e pessoas que não ficaram. Eu acho que, diante de todos os estudos que estão sendo realizados, é tranquilo estar jogando futebol”, afirmou.

Dessa forma, Gum vai de encontro ao posicionamento de outros profissionais do futebol, a favor da paralisação dos jogos. Um deles foi o técnico do América-MG, Lisca, que se mostrou preocupado com a realização da Copa do Brasil, por conta das viagens. 

“Vejo também que algumas pessoas no calor da emoção, caso do Lisca, falam sobre a paralisação dos campeonatos. Acredito que ele não pensou em todos os profissionais, os cuidados que a CBF está tomando e falou no calor da emoção. Acabou falando com o coração, não com a razão”, rebateu. 

“Se parasse o futebol e resolvesse o problema do coronavírus no mundo, seria muito fácil, seria bom. Mas esse problema não vai acabar enquanto não tiver vacina. O que vejo é que devem ser feitas algumas coisas pontuais para que amenize o contágio do vírus”.

Por fim, Gum ainda destacou o aspecto econômico. Para ele, os clubes menores seriam os mais afetados com uma nova paralisação da modalidade no País. 

“Pra mim, seria muito cômodo, porque eu tenho condição de me manter por um tempo. Graças a Deus, por isso e pelas economias que eu fiz. E essas pessoas que ganham um salário baixo considerado para o futebol e, ao mesmo tempo, não recebem em dia? Alguns clubes atrasam salários. Acredito que essa grande maioria sofre muito não tendo o dinheiro para honrar com suas responsabilidades e se manter. Seria um problema ainda muito maior do que estar jogando”, pontuou.

“Sei que é um grande problema que o mundo está passando. Sinto muito o que está acontecendo, meus pêsames para as pessoas que perderam seus entes queridos, mas eu não vejo a paralisação do futebol como solução para o problema”, finalizou o capitão regatiano.

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