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Secretário da Casa Civil de Goiás reforça proibição para jogos de Santa e CRB no estado pela Copa do Brasil

Foto: Casa Civil do Estado de Goiás

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Apesar do decreto publicado nesta terça-feira pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que prevê o fechamento das atividades econômicas não essenciais pelos próximos 14 dias para evitar o avanço da Covid-19, os jogos da Copa do Brasil marcados para o estado seguem mantidos pela CBF. Entre eles, três envolvendo clubes nordestinos. 

Na quarta-feira, quando passa a valer o decreto, estão agendados os duelos entre Ypiranga-AP e Santa Cruz, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia, e entre Goianésia e CRB, no interior do estado. Já na quinta, novamente no Antônio Accioly, o Ferroviário-CE encara o Porto Velho-RO. Porém, para o secretário da Casa Civil do estado, Alan Farias Tavares, esses jogos estão proibidos de serem realizados. 

Em entrevista à Rádio Sagres, de Goiânia, o secretário reforçou que, caso as partidas ocorram, será caracterizado descumprimento do decreto estadual, com a possibilidade de aplicação de multa, que pode variar de R$ 50 a R$ 50 mil. O jogo entre Iporá e Goiás, pelo Campeonato Goiano, que seria disputado nesta quarta-feira, foi suspenso.

“Do ponto de vista do decreto, as situações são iguais (jogos do Campeonato Goiano e da Copa do Brasil). Então os jogos, se ocorrerem, estão violando as normas do decreto. Se a CBF autorizou, o estado não tem conhecimento disso. O estado faz as normas para o isolamento que ele pretende alcançar e por enquanto os eventos esportivos estão suspensos. O estado não está autorizando os jogos e sim proibindo os jogos a partir de amanhã (17). Se a Confederação entendeu que vai descumprir o decreto ela que arque com as consequências. A liberação do ponto de vista jurídico do decreto não tem”, reforçou o secretário.

“Com o descumprimento das normas deste decreto, por essas normas serem sanitárias, a legislação prevê multa, interdição, que não é o caso, e diversas medidas administrativas que elas vão ser tipificadas a depender da gravidade e da reincidência. São valores que vão de R$ 50 a R$ 50 mil”, completou o secretário da Casa Civil de Goiás, que não descartou, inclusive, a possibilidade do uso da força policial para evitar a realização das partidas. “São medidas administrativas que estão previstas. Essa é uma delas”, apontou.

Procurado mais uma vez pelo NE45, o executivo de futebol do Santa Cruz, Ney Pandolfo, voltou a se mostrar tranquilo com relação a realização da partida contra o Ypiranga-AP e disse que, até o momento, o clube não foi informado pela CBF com relação a uma possível suspensão do jogo. 

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