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Diógenes Braga - Presidente do Náutico Diógenes Braga - Presidente do Náutico

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“A gente está vestindo o clube para fazer uma SAF muito saudável”, diz presidente do Náutico

Foto: Tiago Caldas/CNC

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“A gente está vestindo o clube para fazer uma SAF que seja muito saudável”. A fala do presidente do Náutico, Diógenes Braga, que concedeu entrevista exclusiva ao NE45, apresenta o cenário que o Timbu se encontra para se transformar numa Sociedade Anônima do Futebol. O Alvirrubro vislumbra isso, mas sabe que é necessário passar por algumas etapas – e com cautela para mirar coisas maiores.

Diógenes revelou que as conversas em relação ao tema têm avançado, mas sem o clube pular processos fundamentais para a implantação de uma SAF. Ainda de acordo com o dirigente, o ‘timing’ para se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol tem total diferença nas negociações, sobretudo em exigências junto ao investidor e também com relação as clausulas para proteger o clube.

“Tem avançado. A grande questão é: a gente pode buscar uma SAF com a roupa que a gente está vestindo hoje ou a gente pode vestir o clube bem direitinho e a SAF chegar neste momento. A gente está vestindo o clube para fazer uma SAF que seja muito saudável. A gente precisa não só de toda questão de valuation, mas ter um conhecimento total das questões do passivo do clube, posicionar o clube da melhor forma”, disse o presidente.

“Se a gente faz a SAF antes de aderir a Liga Forte Futebol (LFF), isso tem diferença. Se você faz uma SAF com um passivo todo lá, para que o investidor chegue e se responsabilize por isso, tem um desenho. A gente está vestindo o clube da melhor forma para que a gente evolua para a SAF de uma forma que a gente consiga ter, dentro do processo de negociação com o investidor, a gente possa posicionar contrapartidas ou pontos contratuais que deem a melhor tranquilidade para o futuro do clube”, completou Diógenes Braga.

Diógenes Braga - Presidente do Náutico
Foto: Tiago Caldas/CNC

Na última quinta-feira, inclusive, o Náutico entrou com uma medida cautelar para solicitar a preparação para a recuperação judicial do clube. Este, aliás, é um passo importantíssimo para que o Timbu venha a se tornar uma SAF no futuro.

A medida cautelar é uma etapa de reestruturação do passivo e proteção do ativos do Náutico. Ou seja, a ideia é que sejam preservadas as atividades sociais do clube, sobretudo o futebol, naturalmente.

O Náutico, porém, ainda não vai se pronunciar sobre a medida de cautela. Em nota, o clube disse que irá falar acerca do tema no “momento oportuno”.

Náutico-Sede-TiagoCaldas (2)
Foto: Tiago Caldas/CNC

Presidente do Náutico não crê em modelo de SAF ideal

No Brasil, clubes como Botafogo e Cruzeiro adotaram um modelo de SAF, enquanto o Bahia adotou outro. Na visão de Diógenes Braga, não há uma “cartilha” a ser seguida sobre a Sociedade Anônima do Futebol, pois cada clube tem suas particularidades e exigências. Para o presidente alvirrubro, inclusive, o ideal é construir algo que encaixa dentro da realidade daquela equipe.

“Eu não vou citar clubes, mas as primeiras SAFs saíram por uma questão de necessidade de funcionamento dos clubes. Tinha que sair porque o clube arriscava não abrir a porta. Essa foi a primeira leva das SAFS. A segunda leva já foi mais construída, mais pensada. A SAF que o Bahia fez foi muito desenhada, (mas) cada clube tem seu modelo. Por exemplo, a Fonte Nova não é do Bahia, e o Náutico tem os Aflitos”, afirmou o presidente.

“Não existe um modelo, existe o que você constrói com um investidor. É um casamento. É uma venda, mas é um casamento, porque tem a questão passional. Existe modelo de casamento? Não existe, cada um funciona do seu jeito. Acho que você tem que construir algo que encaixe com a sua realidade”, destacou Diógenes.

Diógenes Braga, presidente do Náutico, no CT Wilson Campos
Foto: Tiago Caldas/CNC

Apesar de não enxergar um modelo padrão para a SAF, porém, Diógenes diz que um possível investidor no Náutico não pode abrir mão de três pilares: o compromisso em equalizar o passivo do clube, a potencialização dos Aflitos – sem o Timbu abrir mão do patrimônio – e a valorização das categorias de base.

“Vejo para o Náutico a necessidade de comprometimento com equalização do passivo. Isso é básico, é uma coisa que sempre me posicionei. Então o investidor tem que ter o compromisso de equalização do passivo. Segundo ponto: a questão de mando de jogos e até mesmo a possibilidade de redesenho dos Aflitos. Não sei se ampliação, mas entendo que os Aflitos faça parte disso. Deixando claro que: patrimônio do clube é patrimônio do clube. Entendo que o clube tem que continuar de posse dos Aflitos”, disse Diógenes.

“E o terceiro ponto é as divisões de base, sempre fui muito entusiasta. Me sinto muito bem enquanto conselheiro ter colocado dentro do regimento interno a obrigatoriedade de ter 25% do elenco formado por jogadores da base. E na época a gente ouvia: ‘a base do Náutico não presta’. E tá aí provado que presta. Negociações, conquistas, folha mais baixa… E eles respondem”, completou o dirigente.

A reportagem do NE45 apurou que já há conversas da diretoria do Náutico com investidores para a SAF. Contudo, o clube trata com cautela para que todos os passos internos sejam dados até a negociação com os interessados.

No início de janeiro, inclusive, o presidente do Timbu havia dito que não era questão de quando, mas sim de como iria ser feita a SAF. Vale lembrar, porém, que a decisão de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol passa pelo Conselho Deliberativo e sócios.

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