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Preparador físico do Náutico explica trabalho para minimizar lesões e detalha planejamento com escalações

Náutico, Copa do Nordeste, PE, Pernambucano, Últimas

Por Lucas Holanda

Por Lucas Holanda

Postado dia 29 de fevereiro de 2024

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Juvenilson também vê o grupo preparado para a decisiva sequência

Poupar ou não a maioria dos titulares? Esta foi uma pergunta que norteou o debate do torcedor do Náutico e da imprensa durante muitas semanas. O técnico Allan Aal sempre rechaçou esse discurso de preservar, mas recentemente mandou a campo um time misto contra o Vitória, no Nordestão, pois teria jogo decisivo ante o Sport no fim de semana. Estratégia discutível ou não, a avaliação da comissão é de que o planejamento foi correto.

Em entrevista ao NE45, o preparador físico alvirrubro, Juvenilson Souza, falou sobre esta decisão de nunca poupar 100% dos titulares. Ele entende que o planejamento foi correto e vê o grupo preparado para a sequência decisiva na temporada. E também explicou o que ocorre quando um jogador é visto com maior desgaste.

“Nós não poupamos 100% da equipe, mas pontualmente poupamos alguns jogadores ou diminuímos a minutagem desses jogadores, jogando um tempo menor, e também controlamos com mais efetividade a carga de treinamento para que esses atletas pudessem se recuperar e voltar a ter um nível de atuação excelente. Estamos monitorando e controlando bem a carga de treinamento para que a gente possa tomar as melhores decisões”, disse Juvenilson.

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“Entendemos que essa decisão foi correta porque todas as vezes que esses atletas conseguirem se recuperar, principalmente de uma sequência de jogos, eles estarão à disposição do treinador. E quando um atleta apresentar maior desgaste, sem uma recuperação satisfatória, a gente sugere que o atleta possa diminuir a minutagem, poupando ele de todo o jogo ou de parte”, completou.

Juvenilson Poyer_Preparador Físico_Náutico
Foto: Gabriel França/CNC

No momento, levando em conta somente os atletas que jogaram em 2024, o Náutico tem três jogadores no departamento médico: o volante Igor Pereira, que passou por cirurgia e volta em até quatro meses; e os atacantes Kauan, com problema ligamentar no pé esquerdo e previsão de retorno em 40 dias, e Leandro Barcia, com lesão grau 1 na coxa esquerda e volta em três semanas.

Ray Vanegas, por sua vez, está na transição física e deve voltar a ser opção para o grupo na próxima semana.

Questionado sobre as lesões e como tentar diminuir o impacto, Juvenilson explicou a estratégia que vem sendo utilizada, mas reforçou que é um tema multifatorial e que por vezes foge do controle.

“É importante entender que lesão, seja ela muscular ou articular, é multifatorial. É muito difícil ter um controle efetivo de todos esses fatores. Tivemos algumas lesões articulares oriundas de traumas, então é muito difícil de ter uma prevenção. As lesões musculares que tivemos, e nós trabalhamos com o intuito de prevenir essas lesões, mas quando elas acontecem que sejam lesões pequenas e que esses atletas fiquem pouco tempo no departamento médico. Estamos atentos aos jogadores com maior pré-disposição para que a gente possa fazer um trabalho mais individualizado e eles possam estar mais protegidos”, disse Juvenilson.

“É muito difícil não ter lesão no futebol. O nosso trabalho da preparação física com o departamento de fisiologia é monitorar a carga de treinamento de forma individualizada, acompanhar a minutagem de jogos e proporcionar uma forma de recuperação para que eles possam estar à disposição no maior número de jogos. E também trabalhando nos aspectos de prevenção. Continuaremos fazendo esse trabalho com o intuito de diminuir número de leões .E quando não for possível, que o jogador fique pouco tempo em inatividade”, completou.

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Foto: Gabriel França/CNC

O Náutico inicia, nesta sexta-feira (1º), uma maratona de jogos decisivos. Caso avance contra o Afogados, o Timbu terá pela frente partidas importantes do Nordestão e também do Campeonato Pernambucano. E Juvenilson vê o grupo preparado para encarar.

“Não temos controle do resultado, mas temos controle do trabalho. O monitoramento do trabalho de carga de treino e jogo está sendo feito diariamente e individualmente. E, quando necessário algum atleta que não recuperou ou está com dificuldade de rendimento físico ou risco de lesão, isso será conversado internamente, repassado para o treinador e tomado a melhor decisão”, finalizou.

Náutico e Afogados se encaram nesta sexta-feira (1º), nos Aflitos, às 20h. Quem avançar vai enfrentar o Retrô nas semifinais.

O Timbu, aliás, nunca perdeu para o Afogados. Em nove jogos disputados contra a Coruja, o Náutico ganhou seis e empatou três.

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