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Conselheiro do Sport é intimado a apresentar defesa por fala homofóbica contra ex-BBB

Caso está perto de completar quatro meses; pedido de exclusão do Conselho é analisado

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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Enfim, andou. Cerca de 80 dias depois de criada em reunião do Conselho Deliberativo (CD), a Comissão de Ética do Sport se reuniu na semana passada e recebeu o requerimento que pede a exclusão do conselheiro Flávio Khoury por fala homofóbica contra o ex-BBB Gilberto, em áudios divulgados há cerca de quatro meses.

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Logo depois da reunião, o comitê formalizou, na última sexta-feira, um ofício notificando Flávio Khoury para que prepare, em até 15 dias úteis, uma defesa sobre o caso. Desta forma, ele tem até 21 de setembro para fazê-lo.

Apresentada a defesa, a Comissão de Ética – que é composta por cinco membros – se reúne novamente, forma um parecer e encaminha à presidência do Conselho Deliberativo, que na reunião subsequente do órgão apresenta aos conselheiros para que apreciem o prosseguimento do pedido de exclusão sobre Flávio Khoury. 

Integrante da Comissão Ética, Silvio Neves Batista conversou com o NE45 e detalhou todo o trâmite. De acordo com ele, a análise que vier a ser feita pelo comitê não é definitiva e serve apenas para elucidar o caso ao plenário do CD, que é, de fato, quem julga o processo – que pode culminar em punição, como advertência ou suspensão ou retirada de Khoury do Conselho Deliberativo, ou absolvição, conforme explicou.

“Vamos aguardar a defesa, analisar, também vamos apreciar o requerimento de Romero (Albuquerque, autor do pedido de exclusão). A Comissão não define, a Comissão simplesmente opina, dá um parecer, que pode ser acolhido ou não. Vamos entregar ao Conselho, que é quem decide se pune ou não”, disse, antes de exemplificar.

“A gente pode pedir para punir e o Conselho achar que deve absorver. A gente pode absorver e o Conselho punir. Ou estabelecermos um tipo de multa, e o conselho sugerir outra coisa”, concluiu.

O caso

As falas de Flávio Koury vieram à tona em áudios que circularam no dia 14 de maio nas redes sociais e rapidamente repercutiu de forma nacional. Logo em seguida à divulgação, torcedores do Sport lançaram uma campanha pedindo a extinção do conselheiro do quadro do Deliberativo, algo que não foi descartado por Pedro Lacerda, presidente do CD.

Além disso, em nota oficial, o clube prometeu providências sobre o ocorrido. E, fora os poderes do Sport, quem também se manifestou foi o capitão, Patric, que publicou vídeo em apoio a Gil do Vigor.

Depois, no clássico contra o Náutico, o Sport utilizou as cores da bandeira LGBT na braçadeira de capitão, em apoio à luta, além do nome ‘Do Vigor’, apelido de Gil, nas camisas de todos os jogadores no clássico. Na celebração do gol do Leão, inclusive, os jogadores comemoraram com a dança ‘tchaki-tchaki’, característica de Gilberto.

Comissão de Ética

No dia 8 de junho, em reunião ordinária, o Conselho Deliberativo criou a Comissão de Ética, que, ali, teria 30 dias – que poderia ser prorrogado por mais 30 dias, se necessário – para avaliar o caso. Porém, como esta matéria já ilustrou, demorou mais de dois meses para que os integrantes do comitê se reunissem pela primeira vez e dessem andamento ao processo.

Em julho, a explicação foi de que o momento político do clube – que passou por renúncias simultâneas e nova eleição – retardou o processo. Em agosto, o posicionamento dado foi de que não tinha havido sequer ainda a oficialização da Comissão de Ética.

Compõem o comitê, aliás, Fernando Pessoa, Silvio Neves Batista, Arsênio Meira de Vasconcelos, Paulo Belfort e Marcílio Paraíso, todos com serviços prestados ao clube – fator imprescindível, de acordo com Pedro Lacerda, assim como pertencerem à área jurídica, exceto o último da lista, que é arquiteto.

O que diz o estatuto?

Pelo estatuto atual do Sport, um sócio ou conselheiro só poderá ser excluído do quadro, entre outras coisas, caso “seja condenado em ação penal transitada em julgado, com pena de exclusão por ato desabonador” ou cometa “faltas graves contra interesses superiores ao Sport como: a) faltar com decoro social no recinto do clube ou do estádio. b) atentar contra a imagem do Sport, ou membros de sua administração, da sua equipe técnica, ou dos seus atletas. c) ser judicialmente condenado mais de uma vez, no espaço de cinco anos, por infração praticada na Ilha do Retiro, tipificada como tumulto, porte ou tráfico de drogas proibidas.

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