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Fala homofóbica de conselheiro do Sport contra ex-BBB chega a 90 dias sem resolução

Conselho aguarda posição da Comissão de Ética, que sequer se reuniu

Foto: Anderson Stevens/ Sport Recife

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No dia 14 de maio deste ano vazou um áudio de um conselheiro do Sport, Flávio Khoury, onde ele reproduz falas homofóbicas contra o ex-BBB Gilberto. Na ocasião, o clube prometeu providências sobre o caso, que rapidamente ganhou proporção nacional e virou um pedido de exclusão sobre Flávio do Conselho Deliberativo (CD). Porém, completados 90 dias nesta quinta-feira, não houve nenhuma resolução, mesmos superados os prazos de investigação. E o processo praticamente não andou. 

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Na reunião ordinária de junho, a primeira após o episódio, o Conselho do Sport formou a Comissão de Ética, responsável por analisar o caso e que receberia um ofício sobre o tema, segundo explicou na época Pedro Lacerda, presidente do CD. Entretanto, até aqui, cerca de dois meses depois, o comitê sequer se pronunciou.

“Não recebemos ainda nenhuma posição. Na reunião de terça foi abordado esse assunto e vai ser feito um diálogo com a Comissão de Ética para que ela se posicione. Não temos hierarquia sobre a comissão, a comissão se autoorganiza até na escolha da composição”, disse Pedro Lacerda nesta quinta ao NE45.

“Não podemos interferir. Eu estava fora durante esse período e Gustavo Oiticica (vice do CD)  ficou sobrecarregado porque ficou comigo no Executivo e também no Conselho. E nem eu nem ele temos hierarquia. Mas pediremos um posicionamento na comissão”, acrescentou o presidente do Conselho.

A reportagem, desta forma, entrou em contato também com Fernando Pessoa, um dos cinco integrantes da Comissão de Ética, que afirmou, por sua vez, que não houve nenhuma deliberação do comitê sobre o caso. 

“O Conselho nomeou a Comissão de Ética e eu consto, até agora eu aguardo uma convocação para me pronunciar. Não me reuni com ninguém, não fui convocado por ninguém para reunião”, disse.

Em junho, assim que foi criada a Comissão de Ética (composta ainda por Silvio Neves Batista, Arsênio Meira de Vasconcelos, Paulo Belfort e Marcílio Paraíso) do biênio do Conselho, Pedro Lacerda informou que o comitê teria 30 dias para avaliar o episódio, que poderia ser prorrogado por mais 30. A partir de então, Flávio Khoury apresentaria uma defesa em 15 dias à comissão. Prazos, como ilustra esta matéria, que foram perpassados sem nenhuma atualização.

O caso

As falas de Flávio Koury vieram à tona em áudios que circularam no dia 14 de maio nas redes sociais, o que gerou várias repercussões. Rapidamente, torcedores do Sport lançaram uma campanha pedindo a extinção do conselheiro do quadro do Deliberativo, algo que não foi descartado por Pedro Lacerda.

Além disso, em nota oficial, o clube prometeu providências sobre o ocorrido. E, fora os poderes do Sport, quem também se manifestou foi o capitão, Patric, que publicou vídeo em apoio a Gil do Vigor.

Depois, no clássico contra o Náutico, o Sport utilizou as cores da bandeira LGBT na braçadeira de capitão, em apoio à luta, além do nome ‘Do Vigor’, apelido de Gil, nas camisas de todos os jogadores no clássico. Na celebração do gol do Leão, inclusive, os jogadores comemoraram com a dança ‘tchaki-tchaki’, característica de Gilberto.

O que diz o estatuto?

Pelo estatuto atual do Sport, um sócio ou conselheiro só poderá ser excluído do quadro, entre outras coisas, caso “seja condenado em ação penal transitada em julgado, com pena de exclusão por ato desabonador” ou cometa “faltas graves contra interesses superiores ao Sport como: a) faltar com decoro social no recinto do clube ou do estádio. b) atentar contra a imagem do Sport, ou membros de sua administração, da sua equipe técnica, ou dos seus atletas. c) ser judicialmente condenado mais de uma vez, no espaço de cinco anos, por infração praticada na Ilha do Retiro, tipificada como tumulto, porte ou tráfico de drogas proibidas.

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