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Com novo tropeço, Campinense volta à Série D após 1 ano e mantém trauma com rebaixamentos

Ronaldo Oliveira/Floresta EC

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Das 4 vezes em que jogou Divisão que tinha queda, Raposa caiu em 3

Há 10 meses, a matéria do acesso do Campinense dizia: “foram 10 anos de calvário, mas finalmente chega ao fim o sofrimento de uma das mais tradicionais equipes do futebol nordestino”. Pois todo aquele sofrimento será revivido: o Campinense está rebaixado à Série D.

O selo matemático veio neste domingo. A Raposa empatou em 1 a 1 com o Floresta e viu o sonho da permanência terminar de forma melancólica. Assim, o time se despede da Série C após apenas uma temporada na 3ª Divisão.

Isso, inclusive, mantém o retrospecto ruim de quedas para a Raposa. Das quatro temporadas em que esteve em uma divisão com rebaixamento nacional (1992, 2009-11, 2022), o Campinense só não caiu em 2010, quando permaneceu na Série C por apenas um gol de saldo.

O caminho do Campinense

A expectativa era grande em Campina Grande. Fora da 3º Divisão desde 2011, o Campinense conseguiu um acesso apoteótico, nos pênaltis, sob fortes chuvas contra o América-RN. Depois, o time ficou com o vice da Série D e ainda conquistou o bicampeonato paraibano logo depois.

Assim, a Raposa chegou com a moral em alta para a disputa nacional. Para alguns torcedores, era a chance de retornar à Série B após 14 anos com o azeitado time de Ranielle Ribeiro, que começou a temporada com 11 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Não foi bem assim.

Arbitragem da volta da final do Paraibano será da Fifa
Raposa venceu estadual sobre o Botafogo-PB – Samy Oliveira/Campinense

Na Série C

O início da campanha na Série C foi animador. Em meio a uma boa sequência na reta final do Paraibano, o Campinense venceu seus dois primeiros jogos, sobre Atlético-CE e Brasil-RS. Ninguém imaginava que seria a última sequência de duas vitórias para a Raposa.

Nos 10 jogos seguintes, o time entrou em espiral. Os três jogos decisivos do Paraibano terminaram bem, com um empate e duas vitórias sobre o Botafogo-PB. Mas os sete jogos da Série C renderam apenas três empates para a Raposa – entre eles, um contra o próprio Belo.

Àquela altura, após 10 rodadas, o Campinense já havia despencado de uma briga pela ponta para a 18ª colocação da Terceirona. A vitória no confronto direto contra o Confiança na 11ª rodada deu um gás, mas as três derrotas seguidas logo depois botaram a Raposa em 19º.

O Campinense atirou bastante para tentar salvar o time. No início de julho, Ranielle Ribeiro foi trocado por Flávio Araújo. Depois, chegaram vários reforços. Daniel Passira, inclusive, sequer pôde ficar. O clube também perdeu peças importantes, como o centroavante Olávio.

Com tudo isso, os bastidores foram se esquentando e o time não conseguiu buscar a força de reação para permanecer na 3ª Divisão. Assim, o Campinense foi rebaixado com uma rodada de antecedência em uma campanha de 4 vitórias, 4 empates e 10 derrotas.

Treinador Ranielle Ribeiro, Campinense
Maior parte da campanha foi sob comando de Ranielle Ribeiro – Samy Oliveira/Campinense

E agora?

Apesar de já estar com o rebaixamento definido, o Campinense ainda tem mais um jogo para fazer nesta temporada. No próximo sábado, a Raposa jogará em casa, recebendo o Volta Redonda na última rodada do campeonato – apenas para cumprir tabela.

Depois, o 2022 do Campinense chega ao fim e o time inicia o planejamento para a temporada 2023. Além da Série D e do Campeonato Paraibano, a Raposa jogará a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil no próximo ano.

De volta à 4ª Divisão, o time de Campina Grande vai disputar a Série D pela 10ª temporada (2012, 2014-21, 2023). De todos esses anos, o retrospecto rubro-negro é de três eliminações nos grupos (2014, 2019-20) e apenas três classificações às quartas de final (2012, 2018 e 2021).

Festa da torcida do Campinense após acesso em 2021
Único acesso da Raposa na Série D foi em 2021 – Divulgação/Campinense

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