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“Vou para a linha de frente”, ex-presidente do Santa Cruz, Zé Neves se coloca como candidato de oposição para eleições

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Mandatário do Santa Cruz entre 2003 e 2004, Zé Neves aponta que já iniciou articulações para se opor a ALN e afirma que pode ceder vaga a candidato “mais jovem e preparado”

O corrida eleitoral para a presidência do Santa Cruz começou. Após Antônio Luiz Neto, atual mandatário coral, sinalizar que deverá ser candidato ao pleito que deve ser realizado em dezembro, o primeiro nome para a composição de um bate-chapa já se apresentou. Trata-se de José Neves Cabral, que comandou o executivo tricolor entre 2003 e 2004.

Entrevistado pela reportagem do NE45, o ex-mandatário apontou que está com o nome colocado para ser uma das lideranças da oposição a ALN, mas que não crava sua candidatura, uma vez que vê a possibilidade de dar a vaga para um candidato que apresente as qualificações, mas que seja mais jovem.

“Me coloco como um dos adversários, pois do jeito que o Santa Cruz está, ele não pode ficar. Meu nome está posto e irei para a linha de frente. Quem quiser, que venha comigo. Estou articulando, mas não quero ser candidato de qualquer forma. Portanto, caso encontremos alguém que esteja mais novo, mais disposto ou melhor preparado para seguir com uma gestão moderna, que inclua inovação e tecnologia, algo que o futebol exige atualmente, eu não tenho problema em ceder o espaço ou a vaga. Mas se não aparecer ninguém nesse perfil que eu quero, que meu filho e que toda a torcida do Santa Cruz necessita, vamos encarar o desafio de fazer uma transição organizada e com responsabilidade”, explicou Zé Neves.

Questionado sobre o atual contexto político coral, que apresenta um presidente bastante criticado pela sua torcida, o articulador afirma considerar temerária uma nova candidatura de Antônio Luiz Neto. Além disso, ele ainda aponta que o momento do clube, que passará por cinco meses de inatividade, exige que o pleito seja antecipado.

“Eu acho que a candidatura dele (Antônio Luiz Neto), se for confirmada, é algo completamente temerário. Depois de tudo o que o Santa Cruz passou, ele ainda querer ser candidato é um negócio muito complicado. Sabemos que eleição a gente só descobre o resultado depois que as urnas se abrem, mas eu não vejo nenhuma possibilidade da torcida e dos sócios tricolores reconduzirem a figura de Antônio Luiz Neto. Tenho certeza que ele também sabe disso e que não há a mínima condição de enfrentar uma eleição, especialmente, na condição que o clube se encontra hoje”, salientou Neves.

“Defendo que as eleições sejam antecipadas até mesmo para que a nova diretoria tenha tempo para se preparar para a situação crítica do ano que vem, que é um calendário de apenas três meses. Janeiro, fevereiro e março, já que, até o momento, o Santa Cruz possui apenas o Pernambucano em 2024. Quem for o futuro presidente precisa juntar pessoas que tenham vontade de trabalhar. Se for eu, quero me cercar do que há de mais novo e das cabeças pensantes mais jovens e competentes para trabalhar pelo Santa Cruz. A mentalidade precisa ser essa. Caso não ocorra a antecipação, teremos cinco meses para nos preparar e ver o que podemos propor de melhorias para o clube”, complementou.

As incertezas da SAF no processo eleitoral do Santa Cruz

Assunto do momento nos bastidores do Santa Cruz após a queda precoce na Série D, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é vista por muitos como uma tábua de salvação para o Gigante da Beberibe, que se vê afundado em dívidas e vivendo um longo processo de recuperação judicial.

Questionado sobre as possibilidades da instalação da SAF no Arruda, apontada como uma das motivações para o lançamento de uma nova candidatura de Antônio Luiz Neto, o opositor afirma que este assunto precisa ser tratado pela nova diretoria, algo que reforçaria a necessidade da antecipação do pleito coral.

“Meu nome está colocado. Se não houver nenhum nome para bater chapa contra a situação, eu serei candidato. Agora isso não significa que sairei por qualquer um. Se for um candidato aventureiro, a minha chapa estará mantida. Eu cedo para um candidato que tenha respaldo político e que apresente penetração na torcida e competência para gerir o clube”, apontou Zé Neves.

“Mas acima de tudo isso, que esteja disposto a estabelecer uma gestão moderna no Santa Cruz. Que esteja pronto para lidar com a SAF, mas não com qualquer modelo de SAF. Precisamos de uma empresa que tenha gabarito e que demonstre responsabilidade para demonstrar o futebol do Santa. Entregar o clube nas mãos de uma empresa sem credibilidade é acabar com o resto da história centenária do Santa Cruz”, arrematou.

Por fim, Zé Neves ainda colocou que já possui a sinalização de apoio de outro ex-presidente. Dessa forma, Alexandre Mirinda, que iria concorrer com Antônio Luiz Neto após a renúncia de Joaquim Bezerra, deverá ser um dos articuladores da chapa de oposição.

“Tenho andado nas ruas e recebi muito apoio. Hoje, mais maduro, posso lhe assegurar que estou muito preparado. Até mesmo para implementar um regime “parlamentarista”, em que serei o presidente, mas ficarei cercado pelos meus “primeiros-ministros”. Era isso que pensamos em fazer um ano atrás, quando nos preparamos junto com Mirinda. Estávamos com tudo pronto para nos apresentar perante o Conselho (Deliberativo), mas por razões pessoais, acabou não acontecendo. Contudo, estamos juntos novamente. Ele me deu total apoio e concordou que esta transição para um Santa Cruz mais moderno já deveria ter sido feita”, concluiu.

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