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CEO do Fortaleza pede reconhecimento facial para combater violência nos estádios e arredores

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Marcelo Paz vê esse procedimento como primordial para identificar e punir quem pratica crimes nessas imediações

Depois do atentado sofrido pela delegação do Fortaleza na madrugada desta quinta-feira (22), após sair da Arena de Pernambucano ao fim do jogo contra o Sport, o CEO do Leão do Pici, Marcelo Paz, defendeu a utilização do reconhecimento facial para coibir ações violentas e crimes nos estádios e seus arredores.

A fala do dirigente do Fortaleza aconteceu nesta quinta-feira (22), no desembarque o Tricolor no Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense. Ele pediu por essa implementação do reconhecimento facial para que a violência não escalone ainda mais e possa ser combatida em todo o país.

“Tem que ter reconhecimento facial em todos os estádios. Isso é lei. Tem que implementar logo. Vamos tirar esses bandidos do estádio. Tem muita gente indo e que não agrega em nada ao futebol. Vai ao estádio para roubar, para importunar sexualmente, para brigar, depredar patrimônio… E seguimos fechando os olhos para isso”, falou Paz.

CEO do Fortaleza, Marcelo Paz
Foto: Mateus Lotif / Fortaleza EC

“Não estou falando especificamente do Sport ou de Recife. Aqui (em Fortaleza) também tem. Passou da hora de enfrentarmos isso com dureza. O futebol é uma paixão nacional. É entretenimento, é alegria… Eu quero que meu filho de 2 anos jogue futebol e como eu vou fazer isso se a imagem que se tem é a da violência?”, pontuou o dirigente.

O sistema de reconhecimento facial tem sido implementado em estádios pelo Brasil. Um exemplo é o Allianz Parque, do Palmeiras. Para entrar no estádio, o torcedor precisa ser cadastrado, com uma biometria facial. Dessa forma, o sistema já contribuiu para prender criminosos que agiram nos arredores do estádio.

Saiba mais

Atentado contra ônibus do Fortaleza após jogo contra o Sport

Após o empate em 1 x 1 de Sport e Fortaleza nessa quarta-feira (21), membros de uma uniformizada ligada ao Rubro-negro realizaram um atentado contra o ônibus que conduzia a delegação do time cearense, que havia deixado a Arena de Pernambuco.

Bombas caseiras e pedras foram atirados contra o veículo, que passava pela BR-232 ferindo jogadores com os estilhaços dos vidros estourados das janelas. Todos estão bem, na medida do possível, mas bastante chocados pela ação criminal.

Lateral-esquerdo Gonzalo Escobar ficou entre os mais feridos em ataque a ônibus do Fortaleza
Escobar foi o jogador que mais se feriu no atentado. Foto: Reprodução/Instagram/Marcelo Paz

O lateral-esquerdo Gonzalo Escobar teve um traumatismo cranioencefálico e passará por mais exames, mas encontra-se lúcido e sem sinais de um problema mais grave. Ele também tomou pontos no supercílio e na boca. O goleiro João Ricardo também passou por uma sutura (pontos) no supercílio.

Outros nomes como os zagueiros Titi e Brítez, o volante Lucas Sasha e o lateral-direito Dudu também se feriram com estilhaços de vidro, mas foram atendidos e passam bem. No caso de Titi, ele ainda tem estilhaço preso na panturrilha, num ferimento mais profundo, e passará por exames para avaliar a retirada desse pedaço de vidro.

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